Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
Destaque Todas Páginas
Grãos

Preço do milho se mantém aquecido com retenção de oferta e início do plantio da safra de verão no Sul

Indicador acumulou alta de quase 6% em agosto; produtores seguram lotes atentos ao clima e ao mercado externo, enquanto compradores queimam estoques de passagem

Compartilhar essa notícia
Preço do milho se mantém aquecido com retenção de oferta e início do plantio da safra de verão no Sul
Mesmo diante da reta final da colheita da segunda safra e de projeções de produção elevada, os preços do milho continuam em patamares elevados nas praças brasileiras. A retração dos produtores — motivada pelo fortalecimento das cotações internacionais e pelas incertezas climáticas associadas ao El Niño no início do plantio da safra de verão 2026/27 — sustenta o mercado. Do outro lado, a demanda adota postura cautelosa, recorrendo a contratos antecipados e estoques próprios para conter novos avanços dos preços no curto prazo.
Esta semana (08/09): Plantio de verão se inicia no Sul e retenção de vendas sustenta cotações
O fato da semana: A semeadura da safra de verão 2026/27 teve início no Sul do país (com tendência de ampliação de área no Rio Grande do Sul), em um ambiente de preços sustentados e forte retenção da oferta por parte dos produtores.
  • Início do plantio no Sul: No Rio Grande do Sul, a área dedicada ao milho na temporada 2026/27 tende a crescer, impulsionada pela busca por diversificação de culturas e redução de riscos frente à soja, apesar do alerta quanto ao clima.
  • Vendedores no compasso de espera: Com a colheita da 2ª safra na reta final, os agricultores mantêm a oferta restrita no spot, aguardando oportunidades mais atrativas diante do mercado internacional e da paridade de exportação.
  • Resistência dos compradores: Parte da indústria tem optado por consumir lotes adquiridos antecipadamente em vez de fechar novos negócios nos atuais patamares de preço.
  • Aposta da demanda: Compradores projetam que a necessidade de caixa para pagamento de dívidas, aliada a armazéns cheios e ao ritmo enfraquecido das exportações, forçará os produtores a vender nas próximas semanas.
Semana anterior (31/08): Indicador acumula valorização de 5,8% no mês de agosto
Na semana anterior, o balanço parcial de agosto já apontava a firmeza dos preços mesmo em ambiente de colheita e estimativas de produção recorde:
  • Alta acumulada: O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (praça de Campinas/SP) registrou avanço de 5,8% na parcial do mês até o dia 27.
  • Mercado travado: Compradores e vendedores mantinham postura retraída, resultando em negociações pontuais.
  • Compras de necessidade: A indústria aceitava as pedidas mais altas dos vendedores apenas para suprir necessidades imediatas de curto prazo, enquanto a maioria recorria aos estoques de passagem.
Comparativo direto: A dinâmica do mercado de milho
Frente de AnáliseSemana Anterior (31/08)Esta Semana (08/09) — Destaque
Comportamento dos PreçosIndicador ESALQ/BM&F acumulou alta de +5,8% em agostoCotações seguem sustentadas em patamares elevados nas regiões produtoras
Oferta e Atitude do ProdutorRetração na venda; expectativa de valorização externaInício da safra de verão no Sul (ampliação no RS); retenção motivada por clima (El Niño) e mercado externo
Estratégia da DemandaNegócios pontuais para urgências ou uso de estoquesResistência às altas: consumo de contratos antecipados e aposta em necessidade de caixa do produtor
Perspectiva de Curto/Longo PrazoExpectativa de mercado travado até o fim da colheitaQueda de braço: armazéns cheios e vencimento de dívidas podem pressionar vendas no curto prazo
A dinâmica do mercado de milho reflete uma clara queda de braço entre a ponta vendedora e a compradora. Se por um lado os produtores encontram respaldo no cenário externo e nos riscos climáticos da nova safra de verão para reter lotes, por outro a indústria tenta conter a alta queimando estoques e aguardando a necessidade de liquidez do setor produtivo para honrar compromissos financeiros.
Da Redação, com informações do Cepea
Assuntos Relacionados
boletimAIgrãos
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343