Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Mercado

Preço do suíno vivo no Brasil atinge menor patamar da série histórica em agosto

Preço do suíno vivo despenca ao menor nível da série histórica do Cepea, enquanto alta do milho e da soja aperta ainda mais a margem do produtor

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Preço do suíno vivo no Brasil atinge menor patamar da série histórica em agosto

O preço médio real do suíno vivo na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) atingiu em agosto o menor valor de toda a série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 — considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026. O suíno vivo posto na indústria fechou o mês a R$ 4,97/kg, recuo de 4% ante julho (R$ 5,18/kg), marcando a oitava queda mensal consecutiva na praça, ou seja, todos os meses de 2026 tiveram recuo. A segunda menor média da série é a de julho de 2006, com R$ 5,06/kg.

Segundo o boletim do Cepea/Esalq, o movimento de queda vem desde o início do ano, mas se intensificou recentemente pela demanda enfraquecida na ponta final do mercado, o que reduziu as compras de lotes por parte da indústria. A primeira quinzena de agosto chegou a registrar reação na procura pela carne suína — movimento sazonal esperado, ligado ao maior poder de compra da população no início do mês —, mas na segunda quinzena a demanda voltou a cair, pressionando as cotações.

Outro fator apontado foi a oferta elevada de carne no mercado interno: agosto foi o segundo mês de maior produção de carne suína em 2026, atrás apenas de julho, insuficiente para ser absorvida pela demanda interna.

Carcaça e cortes também recuam

Os preços da carcaça e dos cortes seguiram a mesma tendência de baixa. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína caiu 11,9% de julho para agosto, para R$ 7,41/kg — na comparação real (deflacionada pelo IPCA de julho/2026), é o menor valor desde julho de 2006 (R$ 6,93/kg) e o segundo menor de toda a série histórica desse produto, iniciada em 2004. A paleta sem osso, no atacado do estado de São Paulo, teve média de R$ 9,44/kg, queda de 10%.

Por estado, os preços pagos ao produtor em agosto foram: Minas Gerais, R$ 5,04/kg (-10,5%); São Paulo, R$ 4,99/kg (-4,4%); Paraná, R$ 4,58/kg (-3,8%); Santa Catarina, R$ 4,58/kg (-7,1%); e Rio Grande do Sul, R$ 4,67/kg (-5,2%).

Exportações recuam no mês, mas avançam no ano

O setor exportador embarcou 129,6 mil toneladas de carne suína (in natura e processados) em agosto, retração de 0,9% frente a julho (129,9 mil toneladas), mas alta de 7,9% na comparação com agosto de 2025 (120,1 mil toneladas), segundo dados da Secex. No acumulado do ano até agosto, o Brasil exportou 958,8 mil toneladas, volume 9% maior que no mesmo período de 2025.

A receita com as exportações somou US$ 287 milhões em agosto, queda de 2,8% ante julho e de 1,8% ante agosto/2025. No acumulado de janeiro a agosto, a receita chegou a US$ 2,4 bilhões, alta de 4,9% sobre igual período de 2025.

As Filipinas seguiram como maior destino da carne suína brasileira pelo 19º mês consecutivo, com 23,3 mil toneladas adquiridas (+14% frente a julho), seguidas por Japão, com 16,4 mil toneladas (-11%), e China, com 15,1 mil toneladas (+67%).

Custos com insumos sobem e espremem a margem do produtor

Enquanto o suíno vivo caía, milho e farelo de soja subiram em São Paulo, reduzindo ainda mais a margem do suinocultor. O milho avançou 3,2% no mês, de R$ 64,84 para R$ 66,91 por saca de 60 kg (Indicador Esalq/BM&FBovespa, Campinas/SP), impulsionado pela posição retraída dos produtores, pelas altas internacionais, pelo atraso da colheita no Brasil e por preocupações climáticas ligadas ao El Niño — isso mesmo com a expectativa de safra 2025/26 recorde. O farelo de soja teve alta ainda mais expressiva, de 8,7%, com média de R$ 1.890,10 por tonelada.

Como resultado, a relação de troca piorou: o suinocultor paulista conseguiu comprar, com a venda de 1 kg de suíno vivo, 4,46 kg de milho ou 2,63 kg de farelo de soja em agosto — recuos de 11,8% e 7,1%, respectivamente, frente a julho. Frente ao farelo, foi a quinta retração mensal seguida e o menor patamar desde janeiro de 2023; frente ao milho, o poder de compra foi o mais baixo desde janeiro de 2022.

Suíno ganha competitividade frente a boi e frango

Apesar do cenário desafiador para o produtor, o Cepea destaca que a carne suína ganhou competitividade frente às concorrentes. A carcaça casada bovina, no atacado da Grande São Paulo, subiu 1,9% em agosto, para R$ 24,06/kg, puxada pela demanda firme (sobretudo externa) e pela oferta controlada de animais para abate. Já o frango inteiro resfriado teve alta de 0,3%, para R$ 6,87/kg.

Com isso, o diferencial entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 16,65/kg, alta de 9,5% no mês — a maior competitividade da carne suína frente à bovina de toda a série histórica do Cepea. Já a diferença entre frango e carcaça suína especial caiu para R$ 0,54/kg, recuo de 65,5% frente a julho — a menor diferença real frente à proteína avícola desde abril de 2007.

Fonte: Da Redação com dados do Boletim do Suíno, Cepea-Esalq/USP, nº 192, agosto de 2026

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