Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,50 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,56 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 175,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.288,15 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.157,76 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 173,82 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,88 / cx
São Paulo

Setor da proteína animal acumula aumento de preços puxados pela demanda interna e externa

Alta do frango é atribuída à menor produção e à demanda doméstica mais aquecida, ja os preços médios para os suínos vivos cresceram 4,9% nos últimos 30 dias, o que se relaciona à chegada do inverno

Setor da proteína animal acumula aumento de preços puxados pela demanda interna e externa

Volume exportado de hortaliças cresce 300% em relação ao mesmo período do ano anterior e setor de transporte teve a menor queda registrada durante pandemia; informações são do Grupo de Monitoramento liderado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP

O preço médio do boi gordo em São Paulo acumula alta de 5,3% nos últimos 30 dias, assim como as cotações de frango vivo e os preços médios de suínos vivos, segundo a FinPec. A explicação para as altas está relacionada à demanda aquecida de carne brasileira no mercado internacional, no caso dos bovinos, e no mercado interno ao aumento de compra de carne de frango e de suínos. As informações constam no 13º relatório do Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento de Produtos Agropecuários no Estado de São Paulo, liderado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e com a participação de representantes do setor privado. As informações são referentes ao período de 4 a 18 de julho de 2020.

De acordo com o levantamento, a alta do frango é atribuída à menor produção e à demanda doméstica mais aquecida, além das medidas de ajuste da produção por parte da indústria e dos produtores no 1º semestre de 2020, ações que se mostraram eficientes em conter desvalorizações. Os preços médios para os suínos vivos cresceram 4,9% nos últimos 30 dias, o que se relaciona à chegada do inverno, época em que tradicionalmente há aumento do consumo de carne suína, além da reabertura do comércio. O mercado de suínos independente continua em alta de 9% na Bolsa de São Paulo.

O relatório também destaca que, embora a demanda pelo serviço de transporte rodoviário ainda se mantenha em queda, há registro de recuos menores, chegando ao final da primeira quinzena de junho em -27,2%, a melhor marca já registrada. O faturamento das empresas que oferecem esse serviço, mesmo ainda em queda, iniciou no mês de julho com recuo de -83%, marca inferior à registrada nas duas últimas semanas de junho.

“Este relatório traz a consolidação de alguns cenários verificados já há algumas semanas para o setor de proteína animal, puxado tanto pelo mercado externo, como pelo mercado interno. Apesar da queda ainda na atividade de transporte, percebemos uma retomada gradual, o que é muito importante. O agro, durante todo esse período da pandemia, tem se mostrado forte e com capacidade para reverter a crise econômica. É o farol que norteará a melhora nos índices econômicos do Estado e do País”, afirma Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O volume exportado de hortaliças como cenoura, tomate, cebola e batata cresceu mais de 300% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Entre as frutas cítricas, como tangerina, limão e laranja, devido à maior procura do consumidor por alimentos ricos em vitamina C, houve crescimento do volume exportado de 158%, 132% e 12%, respectivamente. A exportação de banana foi 17% superior no mesmo período.

Mesmo com as desvalorizações registradas em junho, os preços dos ovos ainda são superiores em relação ao mesmo período de 2019, em termos reais. O setor sucroenergético também teve uma leve recuperação dos preços do etanol atrelada ao comportamento do petróleo no mercado internacional e os preços do açúcar permanecem em alta, devido à entressafra na produção da Tailândia e da Índia, conforme a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No café, mesmo com a menor disponibilidade de mão de obra nas regiões de colheita manual, não foram verificados impedimentos na atividade. Mais de 40% da safra de 2020/2021 já foi vendida e 20% da safra de 2021/2022 foi comercializada.

Segundo a CNA, os produtos lácteos tiveram valorização de 8,3% no mercado externo, mostrando um cenário positivo para os produtores brasileiros, pois desestimula a importação de leite e permite a volta dos grandes compradores e melhores negócios aos laticínios. A demanda interna por lácteos segue em alta e os preços de julho se mantêm firmes, com previsão de que se sustentem em agosto, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

No setor da aquicultura e piscicultura, uma imposição de tarifa de importação de 25% pelos Estados Unidos sobre a tilápia chinesa pode ampliar as exportações do produto brasileiro. No mercado interno, a chegada do inverno desaqueceu o consumo de pescado, o que fez com que o preço da tilápia na Ceagesp caísse 13% em relação a sete dias anteriores ao último levantamento, conforme boletim da CNA.

Dados da FinPec registram valorização no mercado interno para a maioria das commodities como soja, milho, arroz, trigo e açúcar. Duas commodities seguiram na contramão registrando queda de preço, tanto nos últimos 30 dias, como no acumulado de janeiro a junho de 2020: feijão com -4,7% de jan-jun e -1,9% nos últimos 30 dias; e café com -15,2% de jan-jun e -1,5% nos últimos 30 dias. O IEA registra para o Estado de São Paulo desvalorização de preço em relação ao mês de junho para o café (-5,7%), arroz (-0,5%), feijão carioca (-27,9%) e milho (-2,1%). Para a soja, foi registrada valorização do preço em +1,3%.

Comercialização

Quanto à comercialização, o Entreposto Terminal de São Paulo da Ceagesp registra retorno à normalidade de maneira definitiva e elevação na quantidade de produtos ofertados, superando, inclusive, junho de 2019. O setor de supermercados e hipermercados registrou aumento médio anual acumulado em 16,1% no final da primeira quinzena de julho, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA/CIELO) do relatório do Instituto Food Service Brasil (IFB).

De acordo com o levantamento o Grupo de Monitoramento da Secretaria de Agricultura, o setor de Food Service continua registrando redução do faturamento de operadores e encerrou a primeira semana de julho com recuo de -46%. Os bares e restaurantes continuam sendo bastante afetados pela crise, com queda de -60,8% registrada para a primeira semana de julho.

Em 26 de julho, a Secretaria realizou o segundo episódio da live “Agro: o elo que une a economia”, que reuniu representantes do Grupo de Monitoramento para discutir a questão do Food Service e turismo em São Paulo. Segundo eles, diferente da cadeia do agro em geral, o segmento dos restaurantes e dos diversos operadores do Food Service foi profundamente afetado durante os quatro meses de pandemia.

No período de isolamento, as quedas das vendas no Food Service chegaram a -67,3%. O setor encerrou a primeira semana de julho com recuo de -46%, com uma tendência de ligeira recuperação. O ICVA da Cielo registra que o setor de bares e restaurantes continua sendo muito afetado pela crise, com queda de faturamento médio anual acumulada, porém indicando, quinzenalmente, aparente recuo das perdas em relação ao mesmo período em 2019.

O turismo gastronômico e outros serviços relacionados à alimentação também sofreram fortes impactos, os quais afetam a economia não só paulista, como brasileira.  Com a abertura parcial e diferenciada, o pior passou, porém a situação ainda se mostra delicada para estes segmentos. 

“É imprescindível repensar modelos de consumo, inovar no Business Model, e ainda, atrair investimentos para potencializarmos os setores de alimentação, o agro como um todo e ainda, estruturar bases para uma retomada econômica”, afirma Gustavo Junqueira.

Segundo o presidente do Instituto Food Service Brasil, Ely Mizrahi, mesmo com a flexibilização da quarentena em algumas cidades, o cenário ainda é complexo e incerto e o setor vem tendo que se reinventar, apostando, por exemplo, na eficiência da operação e no uso de tecnologias.

No turismo, a diminuição drástica nas viagens, somada ao fechamento de bares e restaurantes direta ou indiretamente vinculados ao nicho, trouxe impactos importantes. Para o secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinícius Lummertz, será necessário empenho na retomada. Ele enfatizou que a confiança entre empresas, poder público e consumidor precisa ser um eixo central na reestruturação da atividade.

Assuntos Relacionados
agronegóciocarneseconomiaexportaçãoovos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,96
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,50
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,02
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,05
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,07
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 175,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 191,47
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 192,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 164,20
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 186,13
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.288,15
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.157,76
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 200,45
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 173,82
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,61
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 175,88
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341