Candidatura deverá ser formalizada em janeiro
Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura, será indicado ao Nobel da Paz

O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, de 84 anos, deverá ter a sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz de 2021 formalizada em janeiro.
Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Lavras (MG), ele é apontado como um dos grandes responsáveis pela maior revolução tropical agrícola da história: a que tornou viável a produção de grãos no Cerrado brasileiro em larga escala.
Desde o início do ano, diversas entidades do agronegócio, universidades e profissionais do Brasil e de outros países passaram a apoiar a indicação de Paolinelli ao Nobel da Paz. Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) e também ex-ministro da Agricultura, encabeça o movimento.
Leia também no Agrimídia:
- •Preços do frango reagem em abril, mas seguem abaixo dos níveis de 2025, aponta Cepea
- •Bahia consolida liderança na avicultura do Nordeste com avanço na produção e projeção de crescimento
- •Frimesa atinge 100% de certificação em bem-estar animal e amplia uso de energia renovável
- •Brasil amplia exportações: pâncreas suíno para o Canadá e de embriões ovinos e caprinos para o Chile
O Comitê do Prêmio Nobel na Noruega receberá um dossiê com a história de Paolinelli — dividido em cinco partes e com cerca de 40 páginas, já traduzidas para o inglês, o documento está pronto. O nomeador oficial, ainda indefinido, seria o diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) ou o reitor da Universidade de São Paulo (USP).
Secretário de Agricultura de Minas Gerais por três vezes, deputado federal constituinte e ministro da Agricultura de 1974 a 1979, Paolinelli é reconhecido por seu trabalho de consolidação e expansão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A criação da empresa é um marco do desenvolvimento da agropecuária no Cerrado.
Em 2006, Paulinelli ganhou o prêmio World Food Prize, espécie de Nobel da Alimentação, concedido a pessoas que ajudaram a melhorar a segurança alimentar no mundo. Hoje, o ex-ministro é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro.























