A valorização foi impulsionada pela maior demanda, especialmente do mercado internacional
Suíno vivo tem maior média de preço desde 2017

Os preços internos do suíno vivo e também da carne subiram em março, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Segundo os analistas, a valorização foi impulsionada pela maior demanda, especialmente do mercado internacional, e também pela menor oferta de animais prontos para abate.
Assim, apontam os pesquisadores, os preços médios do vivo nas regiões de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e de Belo Horizonte (MG) registraram no mês passado os maiores patamares desde dezembro de 2017, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/19).
Na região SP-5, o preço médio do suíno foi de R$ 4,21/kg, alta de expressivos 11,3% frente ao de fevereiro – em dezembro/17, a média real do vivo foi de R$ 4,27/kg. Em Belo Horizonte, no mesmo comparativo, a elevação foi de 9,5%, com o animal negociado na média de R$ 4,25/kg – em dezembro/17, a média foi de R$ 4,41/kg.
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Segundo colaboradores do Cepea, a maior procura pelo animal vivo, devido à elevação das vendas da carne ao mercado internacional, tem aumentado a liquidez do produto no mercado brasileiro. Além disso, a redução de plantéis e a saída de agentes da atividade ao longo do último ano têm reduzido a oferta doméstica dos animais, contribuindo para alavancar os preços.























