Podemos definir a carcaça do suíno como aquela parte do animal vivo que será processada como alimento para o consumo humano, excluídas as vísceras
Sistemas de avaliação da qualidade da carcaça suína

Em ambientes industriais, a tipificação das carcaças de suínos recém-abatidos consiste em medir a quantidade de carne (tecido muscular esquelético) e gordura (tecido adiposo subcutâneo e intermuscular) contidas na carcaça quente ou fria em qualquer peso. É utilizada para selecionar a matéria-prima que está entrando na indústria. A tipificação das carcaças é praticada quando são medidas a espessura do toucinho (ET, mm) do lombo e de outros pontos da carcaça, da profundidade do músculo do lombo (PM, mm) e do peso da carcaça quente (PCQ, kg) ou fria (PCF, kg). Formam-se “tipos de carcaças”, facilitando a identificação, classificação, separação e o aproveitamento industrial de acordo com as prioridades de momento do processador.
No chamado peso econômico de abate, isto é, entre 110 e 130 quilos, o suíno terminado possui em média 48% de tecido muscular estriado esquelético e aproximadamente 18% de gordura (intra + extramuscular + toucinho), o que representa para a indústria processadora um conteúdo de 52,8 kg a 62,4 kg de carne magra e 19,8 kg a 23,4 kg de gordura por animal abatido, neste intervalo de peso vivo. Entretanto, a distribuição das quantidades de carne e gordura é diferente em cada um dos quatro cortes primários da carcaça. Invariavelmente, a melhor relação carne/gordura está no pernil, seguida da paleta e do costado. A barriga apresenta a pior relação carne/gordura dentre os quatro cortes primários.
Definição de carcaça e suas partes componentes
Leia também no Agrimídia:
- •Preço do suíno despenca 16,1% em fevereiro e mercado acompanha impactos de tensão no Oriente Médio
- •Suinocultura reúne lideranças e projeta cenário de mercado para 2026 em encontro da FNDS Collab
- •Exportações de carne suína da União Europeia mantêm estabilidade e somam 4,3 milhões de toneladas em 2025
- •Comitê parlamentar do Reino Unido aponta falhas no controle de cargas de carne suína
Conceitualmente, podemos definir a carcaça do suíno como aquela parte do animal vivo que será processada como alimento para o consumo humano, aí excluídas as vísceras como fígado, rins, estômago e que eventualmente podem ser comercializadas como alimentos. Consequentemente, a carcaça é a parte do suíno vivo que será transformada em produtos derivados da carne e da gordura com valor de venda. Do ponto de vista anatômico, a carcaça dos suínos compreende o corpo do animal abatido, sangrado, eviscerado, sem a gordura abdominal e perirenal, sem o rabo e as patas dianteiras e dentro do conceito empregado no Brasil, sem a cabeça (Figura 01). A esta definição pode ainda ser acrescida a terminologia carcaça quente, isto é, a carcaça pesada na linha de abate aproximadamente trinta minutos após a sangria do animal e possuidora de uma temperatura interna do pernil normalmente entre 38°C e 41°C, e carcaça fria, pesada após o resfriamento forçado ou convencional, com a mesma constituição anatômica, porém possuindo uma temperatura interna do pernil entre 2°C e 7°C. Geralmente a carcaça fria possui um peso entre 0,8% a 2,3% menor do que o peso da carcaça quente devido às perdas evaporativas e por gotejamento que incidem sobre as carcaças durante o processo de resfriamento em câmaras frias.
Leia o conteúdo completo aqui.






















