Demandas interna e externa na primeira quinzena do mês e dificuldades logísticas causadas pela greve dos caminhoneiros sustentaram os preços
Milho e soja seguem em alta e com dificuldade de escoamento

O aumento da demanda pelo milho e a soja em conjunto com as dificuldades logísticas de escoamento tem elevado os preços destes que são os principais insumos para a produção de ração para criações de aves e suínos. A informação é do Centro de Pesquisas Avançadas de Economia em Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
No caso da soja, o câmbio também tem influência, avaliam os especialistas. Segundo o Cepea, houve uma forte valorização do dólar frente ao Real em maio (de 6,7% frente a abril, a R$ 3,6370, a maior média desde março/16).
Além disso, as firmes demandas interna e externa na primeira quinzena do mês e dificuldades logísticas causadas pela greve dos caminhoneiros sustentaram as cotações da soja, ressaltam os analistas. . No acumulado de maio, os valores do grão e do farelo de soja subiram pelo quarto mês consecutivo.
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O indicador Esalq/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) registrou elevação de 0,7% entre abril e maio, a R$ 86,12/saca de 60 kg no mês passado. No mesmo comparativo, o Indicador Cepea/Esalq Paraná subiu 0,9%, a R$ 80,32/sc de 60 kg na média de maio.
Milho
A paralisação dos caminhoneiros, que limitou o escoamento do milho nos últimos dias, e a possível necessidade de aquisição nos próximos dias, mantiveram também as cotações deste cereal em alta, conforme dados do Cepea.
O indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 3,75% entre 25 de maio e 1º de junho, indo a R$ 45,89/sc de 60 kg na sexta-feira, 1º. No acumulado de maio, o aumento é ainda mais expressivo, de 15,46%. Além disso, produtores continuam atentos ao impacto negativo do clima seco na produtividade, afirmam os pesquisadores.





















