Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Comentário

A mulher no agronegócio

Por José Zeferino Pedrozo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

É notório que, nas últimas décadas, ocorreu uma crescente participação feminina nas atividades econômicas e profissionais, nas entidades associativistas e nas organizações de intermediação social. A mulher tornou-se agente de mudanças e transformações. No campo, essa situação também é visível. A participação de mulheres como responsáveis pelos estabelecimentos rurais cresceu no País, segundo conclusões preliminares do Censo Agropecuário 2017: a direção de 18,6% dos estabelecimentos rurais estava nas mãos exclusivamente de mulheres entre 2016 e 2017. Houve evolução, pois, em 2006, o número de estabelecimentos chefiados somente por mulheres representava 12,7% do total. A participação delas na direção dos estabelecimentos rurais (18,6%), quando adicionada às mulheres que administram os estabelecimentos junto aos seus esposos (16,4%), faz com que o percentual de dirigentes do sexo feminino no agronegócio atinja a expressivos 35%.

No contrafluxo desse movimento, Santa Catarina registrou o menor percentual de propriedades gerenciadas por mulheres (10,2%). Mas isso está mudando, porque é visível que os Sindicatos, as Cooperativas, os clubes, as escolas, as associações em geral – sejam de natureza econômica, laboral, cultural ou política – estão se tornando ambientes da presença atuante da mulher. Esse fenômeno também se verifica nas instituições do universo rural. Em assembleias de cooperativas agropecuárias e de Sindicatos de empregadores ou de trabalhadores rurais festeja-se a onipresente participação feminina. As mudanças no meio rural são mais lentas e os papéis sociais exercidos pelo homem e pela mulher, definidos por costumes mais rígidos. Para vencer a inércia e o preconceito de uma estrutura patriarcal, a mulher rural superou obstáculos maiores que a urbana. Sua postura mudou: hoje ela divide a chefia da família com o marido, quando ela mesma  não assume sozinha esta função.

A busca por aperfeiçoamento por parte delas é muito grande. Nos cursos  realizados pelos sindicatos Rurais em convênio com o SENAR a participação da mulher é muito maior, frequentemente ultrapassando os 50%. Por isso, muitas mulheres acreditam que seu maior desafio é fazer com que o homem não fique para trás nesta evolução, em face da proverbial dificuldade de conscientização masculina da importância da busca do conhecimento e do aperfeiçoamento.

Outro fator importante é a capacidade de agregação e conciliação da mulher. Quando focalizamos a propriedade rural e principalmente a pequena propriedade, que é basicamente familiar, o grande desafio está em resolver os conflitos que existem entre as gerações, pois normalmente os filhos são inovadores e revolucionários e os pais são conservadores e centralizadores.

É reconhecida a eficiência que ela ostenta na propriedade rural, onde passou a interessar-se pela contabilidade de custos e resultados, pela questão previdenciária, pelos investimentos e pela viabilidade econômica. No plano social, comprova-se, hodiernamente, que  a mulher agregou qualidade e dinamismo às instituições as quais passou a participar. Sua presença contribuiu para harmonizar as diferenças, atenuar as tensões, fortalecer os pontos de convergência e realçar os interesses comuns.

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