Influenza nos EUA também contribui para fomento das exportações avícolas. ABPA também estima aumento da produção e do consumo interno da proteína.
Exportações de carne de frango devem crescer até 3% com abertura de novos mercados

A cadeia produtora e exportadora de carne de frango têm boas expectativas quanto ao desempenho nos mercados interno e externo em 2015, de acordo com os dados divulgados hoje (14/07) em coletiva de imprensa realizada para Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). De acordo com o presidente-executivo da entidade, Francisco Turra, a produção de carne de frango deve crescer entre 2% e 3%, com saldo final do ano esperado em torno de 13 milhões de toneladas. O consumo interno também deve aumentar, passando de 43 para 45 quilos per capita. Resultado, segundo Turra, favorecido pela lacuna aberta com as elevações dos preços da carne bovina para o consumidor brasileiro.
As exportações acompanham o ritmo de crescimento. A entidade projeta alta de 5% nos embarques da proteína avícola. A receita deve crescer em reais, garantido lucratividade ao exportador. Um dos fatores para esta projeção é a forte elevação dos níveis dos embarques para a China – que deve figurar entre os três principais destinos do produto nacional nos próximos anos -, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Rússia.”A abertura de novos mercados também irá favorecer as exportações avícolas. Este ano, já conseguimos liberar os embarques para Mianmar [anunciado durante a coletiva], Paquistão e Malásia. Ao todo são 158 mercados abertos”, pontuou o presidente da ABPA.
Fator Influenza Aviária
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Enfrentando uma crise sanitária por conta dos focos de influenza aviária em seu território, os Estados Unidos registraram queda de 8,5% nos volumes entre janeiro e maio, o equivalente a 350 mil toneladas no período. Na opinião do vice-presidente de aves da ABPA, Ricardo Santin, o fato favoreceu o crescimento de embarques avícolas de seus concorrentes: Brasil e Tailândia. “No entanto, somos mais competitivos e, como este ritmo de queda deve seguir em território norte-americano, o Brasil deve atuar como o grande repositor da proteína no mundo”, afirmou Santin. “Este certamente será um grande vetor de crescimento das exportações de carne frango do Brasil, portanto, este semestre será muito positivo para a avicultura brasileira”, enfatizou.
Francisco Turra tece um comentário geral sobre os resultados das cadeias avícola e suinícola no primeiro semestre e projeções para o resto do ano em vídeo exclusivo da TV Gessulli. Confira abaixo:
Oportunidade do Peru
As exportações brasileiras de carne de peru totalizaram, entre janeiro e junho deste ano, 66,8 mil toneladas, volume 7,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Já em receita, houve retração de 7,6%, com total de US$ 153,4 milhões. No entanto, a ABPA destacou que apenas o mês de junho, houve crescimento de 55,4% nos embarques de carne de peru, com total de 12,9 mil toneladas. O ritmo positivo também foi registrado no saldo cambial do mês, com US$ 29,5 milhões (+31,7%). “Com a crise sanitária nos EUA, a demanda por esta carne cresceu muito. No entanto, não tivemos como suprir toda a necessidade internacional. Não temos animais suficientes. Neste contexto, talvez vislumbramos uma oportunidade”, destacou Turra.























