Com os sucessivos picos de consumo de energia, o ONS ajustou em 7% a carga máxima para o mês.
ONS revê carga máxima de energia

Os sucessivos recordes de carga de energia elétrica atingidos esta semana fizeram a demanda média do período ficar 8% acima das previsões feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) há uma semana, levando o agente a ajustar em 7% a carga máxima esperada para fevereiro.
O ONS acreditava que a demanda instantânea média nesta semana seria de 68.677 MW. Boletim divulgado hoje mostrou, no entanto, que a carga média atingiu 74.278 MW médios no período.
Segundo o mesmo boletim, os reservatórios das hidrelétricas de Sudeste/Centro Oeste, os mais importantes para o sistema, terminarão o mês com 35,6% da capacidade, contra 40,2% da primeira semana de fevereiro. A previsão para os níveis atuais também é menor do que há uma semana, quando se estimava 41,1%.
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A explicação para consumo tão elevado, segundo o ONS, foi o desconforto térmico causado pelas elevadas temperaturas, o que determinou o uso mais intenso dos aparelhos de ar condicionado. Ao longo da semana passada, o recorde de carga do sistema foi atingido duas vezes, na segunda-feira e na quarta-feira.
Na terça-feira, a região Sul havia atingido seu recorde de carga até então, 3 minutos antes da falha no sistema de transmissão de transmissão que está, no momento, trazendo grande fluxo de energia elétrica do Norte em direção ao Nordeste e ao Sul.
Naquele dia, duas das linhas de transmissão no Tocantins entraram em curto-circuito às 14h03, e uma terceira, sobrecarregada, desligou-se, como mecanismo de proteção, deixando 6 milhões de pessoas sem luz em 13 Estados. O sistema foi recomposto pelo ONS 38 minutos depois. As causas do incidente ainda não foram divulgadas.
Com isso, a carga média esperada para fevereiro foi revista pelo ONS, de 68,9 mil MW para de 74 mil MW.
Para especialistas, o consumo elevado torna o Sistema Interligado Nacional mais vulnerável. “O sistema está sob estresse, por conta dos reservatórios das hidrelétricas com pouca água, devido à falta de chuva. Os picos de consumo são um fator de instabilidade a mais”, diz Ennio Peres, professor de física da Unicamp.





















