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Economia

Emergentes reduzem intervenção cambial

Lombardi, do Standard Chartered: economia americana fraca definiu mudança.

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A baixa volatilidade das taxas de câmbio nos países emergentes, atualmente na mínima em sete anos, insinua um ambiente de calma nesses países que contrasta com a sinalização do Federal Reserve (Fed) de que o período de normalização da política monetária se avizinha. A dúvida é se tal cenário é apenas uma janela de oportunidade para os bancos centrais emergentes se prepararem para novo solavanco ou a realidade pode ser, de fato, menos dramática em função de uma mudança estrutural nos Estados Unidos.

Essa mudança poderia ser um nível de juros de equilíbrio mais baixo do que foi em outros ciclos de retomada da economia, como em 2000 e 2006. Nesses dois ciclos de alta anteriores, a “fed fund rate”, taxa de juros de referência dos EUA, foi até 6,5% e 5,25%, respectivamente. Se considerarmos a previsão dos bancos autorizados a atuar no mercado em nome do Fed, os chamados “primary dealers”, divulgada na sexta-feira, que serviu de referência para a última reunião de política monetária, o juro americano no longo prazo será de apenas 3,25%, nível este que seria alcançado em 2018.

É uma situação diferente porque de certa forma explica os patamares baixos exibidos recentemente pelas taxas dos títulos de 10 anos dos EUA, com rendimento em torno de 2,5%, nas mínimas em quase sete meses.

Os bancos centrais emergentes tomaram uma série de medidas a partir do tumulto pós-Bernanke, há exatamente um ano, quando foi sinalizada a redução dos estímulos monetários. Para conter a fuga de capitais diante da expectativa de que o juro começaria a subir em algum momento nos EUA, os bancos centrais decidiram intervir no mercado cambial e apertar a política monetária, como no Brasil, Turquia, Indonésia e Índia. De abril para cá, entretanto, vêm reduzindo paulatinamente suas intervenções, em resposta à baixa volatilidade e à apreciação das moedas locais desde os picos de desvalorização vistos no início deste ano. Em abril, os BCs emergentes compraram conjuntamente US$ 4 bilhões em moedas estrangeiras, revertendo as vendas vistas nos quatro meses anteriores, segundo levantamento do Nomura. A média mensal de vendas de moeda estrangeira no ano ainda é de US$ 12 bilhões.

Por países, segundo o estudo do Nomura, a reversão notada em abril se deu principalmente pela menor venda de moeda estrangeira pela Rússia (US$ 2,8 bilhões em abril, ante US$ 26,5 bilhões em março). O Brasil continuou seu programa de intervenção via swaps de dólar, vendendo US$ 3,6 bilhões no mês passado, enquanto a Turquia manteve o passo de vendas de US$ 1 bilhão. Já os BCs da Índia e da Indonésia compraram US$ 5,8 bilhões e US$ 2,6 bilhões, respectivamente, incrementando as reservas internacionais.

Na avaliação do estrategista sênior de câmbio para mercados emergentes do Brown Brothers Harriman, Ilan Solot, esse desmonte das atuações para defender as taxas de câmbio mostra que as principais economias emergentes estão retomando suas políticas de estímulo à competitividade. “É um retorno ao mundo pré-Fed, mas obviamente muito mais frágeis [as economias], com perspectivas mais frágeis”, diz Solot.

O estrategista pondera que, embora o elemento central na mudança de postura dos BCs emergentes seja a perspectiva de uma recuperação mais demorada nos Estados Unidos – que atrasaria um aumento de juros por lá e manteria o fluxo para esses mercados -, há elementos específicos influenciando esse movimento, o que também impacta a leitura dos riscos que uma mudança de postura precipitada implicaria. “A Coreia do Sul está numa posição de balanço de pagamentos, por exemplo, bem melhor que economias como Turquia, Indonésia ou Brasil. A Turquia, aliás, surpreendeu ao cortar o juro, o que certamente tem algo a ver com a perda de ritmo da economia local. No caso de uma nova piora, vamos ter de novo a história de alguns países sofrerem mais e outros menos.”

Um ponto que chama a atenção de Solot é a recuperação das moedas emergentes ao mesmo tempo em que aumentam os riscos de baixa para o euro. O estrategista lembra que, em períodos recentes de recuperação pós-crise, o apetite por moedas emergentes era acompanhado também pela alta do euro. A moeda única europeia superou US$ 1,50 no último trimestre de 2009, recuperando-se após cair abaixo de US$ 1,20 com o estouro da crise de 2008.

“Um cenário em que o euro perde força ante o dólar pode limitar o apetite pelas moedas emergentes de maneira geral, basicamente por uma questão de sentimento, já que o euro é uma moeda forte como o dólar”, diz.

O índice MSCI para moedas emergentes acumula alta de 2,46% desde o início do ano e retomou níveis de maio de 2013, um pouco antes de o Fed sinalizar pela primeira vez o início da redução dos estímulos monetários.

O estrategista para América Latina do Standard Chartered, Italo Lombardi, diz que a surpresa com a fraqueza da economia americana no primeiro trimestre, que frustrou expectativas de uma alta do rendimento do Treasury de 10 anos para acima de 3% já neste semestre, está por trás da mudança de postura dos bancos centrais emergentes. “Os BCs agora estão se ajustando ao momento. Atuaram forte no período de maior estresse e agora veem espaço para reduzir as intervenções. Isso é importante porque você acaba guardando munição para o caso de um novo estresse e reduz os riscos de mais um solavanco como o visto no ano passado”, afirma.

Segundo Lombardi, embora não seja o cenário base da maioria no mercado, não se pode desprezar a chance de a economia americana chegar ao fim do ano num ritmo ainda lento, o que impactaria diretamente as perspectivas para os fluxos de capital e, por tabela, as estratégias dos BCs do mundo emergente. “De toda forma, ainda que cheguemos ao fim deste ano com o ‘yield’ do Treasury de 10 anos em torno de 3%, provavelmente não veremos todo aquele susto do ano passado, quando houve a onda de venda de emergentes. Com isso, as ações dos BCs tendem a ser mais brandas.”

Para Solot, do Brown Brothers, a reação dos BCs emergentes a uma nova alta nos rendimentos dos Treasuries depende da velocidade com que esse movimento do mercado aconteceria. “Se for uma alta para 3% até o fim do ano condizente com uma economia americana em recuperação moderada, não vejo grandes impactos. Mas se esse movimento for abrupto, no intervalo de alguns meses e por uma mudança do Fed para um tom mais agressivo, então veremos um novo período de estresse.”

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