Juan Ricardo Luciano enfatizou a prioridade que os países em desenvolvimento estão merecendo da companhia.
ADM aumenta aposta em países emergentes

Argentino, com longa experiência em uma multinacional – 25 anos na Dow -, Juan Ricardo Luciano é, desde fevereiro, presidente global da ADM, uma das líderes mundiais na comercialização de produtos agrícolas. Em entrevista ao Valor, ele enfatizou a prioridade que os países em desenvolvimento estão merecendo da companhia.
“Há grandes oportunidades no Brasil e em outros emergentes. Cerca de 60% do nosso capital de crescimento tem sido aplicado fora dos Estados Unidos, com grande destaque para esses mercados. E o Brasil é um dos poucos países do mundo onde há grande oferta para originação [de produtos agrícolas] e um mercado consumidor expressivo, não só de commodities”, afirmou.
Segundo ele, a multinacional, que atua em mais de 140 países, tem investido globalmente entre US$ 1 bilhão e US$ 1,2 bilhão por ano, e os emergentes continuarão na mira desses recursos nos próximos anos. No trimestre encerrado em março, as vendas globais da companhia somaram US$ 20,7 bilhões e seu lucro líquido alcançou US$ 267 milhões.
A ADM não detalha geograficamente seus resultados, mas a América do Sul, com destaque para o Brasil, já representa quase 10% das vendas mundiais. E a tendência é que os produtos de maior valor agregado ganhem peso. “É difícil saber se a participação desses produtos nas vendas vai aumentar por causa da importância das exportações de commodities nos negócios na região, que também serão crescentes. Mas o potencial é muito grande. E há um detalhe importante: nossas operações são integradas. Não fazemos trading de nada que não processamos”, disse.
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