Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Opinião

Brasil precisa transformar grãos em carnes – por Fabiano Coser

A produção brasileira de grãos é o exemplo maior da pujança do agronegócio brasileiro, somente nos últimos 10 anos cresceu mais de 60% e está prestes a superar 200 milhões de toneladas.

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Brasil precisa transformar grãos em carnes – por Fabiano Coser

A produção brasileira de grãos é o exemplo maior da pujança do agronegócio brasileiro, somente nos últimos 10 anos cresceu mais de 60% e está prestes a superar 200 milhões de toneladas. Não há dúvidas da competência agrícola do país, bem como de que este processo de evolução vai continuar nos próximos anos. No entanto é necessário avançar na agregação de valor da produção de milho e soja, protagonistas desta história, é o momento de planejar a produção de carnes.

A geração de valor ao transformar grãos em carne ocorre sob diversos aspectos, desde a criação de empregos ao longo das cadeias produtivas, o desenvolvimento de setores industriais relacionados à produção de proteína animal, o aumento da eficiência logística ao transportar produtos de maior valor agregado, o desenvolvimento de competências tecnológicas necessárias ao incremento de produtividade, o aumento do conhecimento, até a geração de divisas ao exportar produtos mais caros. 

A comparação dos valores das commodities agropecuárias exemplifica bem o valor adicionado aos grãos quando são transformados em carnes. Cada tonelada embarcada de milho ou soja rende ao país entre 200 a 500 dólares, enquanto a exportação de uma tonelada de carne gera de 2 a 5 mil dólares de divisas ao Brasil. Estes são apenas os valores dos produtos em si, sem considerar todo ganho envolvido no processo de produção, transformação, transporte e comercialização. 

Naturalmente a produção das carnes vai aumentar no Brasil. Todas as perspectivas nacionais e internacionais apontam para um aumento de 30% a 40% nos próximos 10 anos. A carne de frango que teve desempenho espetacular na produção, consumo e exportação desde a estabilização monetária de 1994, com o plano real, vai continuar liderando o crescimento, seguida pela carne suína e por fim a carne boi, acompanhando assim a tendência mundial de maior crescimento das proteínas mais baratas.

Entretanto não é este o ponto. O que está em discussão é a necessidade de uma decisão estratégica do país em estimular este caminho de agregação de valor e aproveitar a chance que é oferecida ao Brasil de incrementar a produção animal através das oportunidades dos mercados externo e doméstico. É necessário planejar o desenvolvimento das cadeias de proteína animal. É imprescindível o Brasil ter uma política de produção de carnes, que pela sua complexidade requer muito mais que apenas acompanhar os movimentos de mercado e socorrer as cadeias produtivas em momentos de dificuldade.

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