Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Logística

Frete de soja poderá ficar 50% mais caro no auge da safra

Empresas do setor de transporte e de commodities afirmam que, com a lei, são necessários mais motoristas para realizar os mesmos trechos e que há muitos caminhões parados.

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Frete de soja poderá ficar 50% mais caro no auge da safra

O custo de frete rodoviário de soja pode encarecer em mais de 50 por cento nos dois principais Estados produtores, Mato Grosso e Paraná, durante o pico de safra 2012/13, em fevereiro e março, avalia a Esalq-Log, braço de pesquisa em logística do agronegócio da Universidade de São Paulo.

Em outras regiões produtoras, os preços deverão subir entre 20 e 40 por cento, calcula a entidade.

“É muito em função do volume que vai ser colhido e também por ser a primeira safra em que, desde o início, a lei dos motoristas de caminhão vai estar efetiva”, afirma Natália Trombeta, pesquisadora da Esalq-Log.

O Brasil deverá colher uma safra recorde acima de 80 milhões de toneladas de soja. Além disso, a lei federal 12.619, que entrou em vigor na metade do ano passado, proíbe os motoristas de caminhões de dirigir por um período superior a quatro horas sem um descanso mínimo de 30 minutos, além de impor jornada de oito horas diárias, com repouso de 11 horas a cada dia, com o veículo estacionado.

Caminhoneiros brasileiros tradicionalmente dirigiam por períodos superiores a essas oito horas. Empresas do setor de transporte e de commodities afirmam que, com a lei, são necessários mais motoristas para realizar os mesmos trechos e que há muitos caminhões parados.

No fim do ano passado, a Abiove (associação das indústrias de soja) avaliou que há escassez de 50 mil motoristas no país e previu um “caos logístico” no pico do escoamento da produção em 2013.

“A tendência é que não haja caminhões e vagões suficientes para escoar num nível necessário toda a produção que vai ser colhida nessas regiões. Isso deve pressionar o valor do frete”, confirmou a pesquisadora da Esalq-Log.

Especialistas dizem que uma mudança no calendário e no modelo de plantio da soja no Brasil nos últimos anos, com a ênfase às variedades precoces, concentrou ainda mais a colheita – e a demanda por frete – nos meses de fevereiro e março.

Outro fator que afeta o custo de transporte é a expectativa de que o país vai colher uma safra recorde de grãos, tornando-se o maior produtor mundial de soja, superando nesta temporada os Estados Unidos.

Custos crescentes – A consultoria Agroconsult calcula que o valor de frete tenha praticamente triplicado em uma década, com a demanda e a produção crescentes em um país com logística deficitária.

O custo médio do frete por tonelada de soja entre o sul de Mato Grosso e o porto de Santos –uma rota muito utilizada– era de 35 dólares na safra 2002/03, saltando para 91 dólares na temporada 2011/12, segundo a Agroconsult.

Nos anos mais recentes, o frete tem correspondido a algo entre 13 e 22 por cento do preço da soja.

Na última safra, mesmo com a elevada cotação da soja, o transporte custou 17 por cento do preço obtido por cada saca.

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