Armazéns do oeste do Paraná estão lotados de milho e soja. Paraná tem a segunda maior safra nacional de soja.
Agricultores estocam grãos à espera de melhora nos preços no PR
O produtor de soja Neudi Alceu Magrim, de Cascavel, não está com pressa para vender a produção. Nesta safra, ele colheu 4,5 milhões de quilos e ainda tem 95% de tudo estocado nos armazéns.
Ele não vendeu a soja antes porque acredita que os preços podem subir mais. Hoje, a saca vale R$ 53 na região. “O ano passado nós agimos da mesma maneira. Nós esperamos e vendemos muito bem no segundo semestre”, diz.
Os estoques de soja do mundo estão baixos principalmente porque no Brasil e nos Estados Unidos, maior produtor mundial de grãos, o clima causou forte quebra na safra do ano passado.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná exporta frango para 150 mercados internacional e lidera diversificação de destinos
- •Aporte de US$1 bilhão pode levar Global Eggs a um dos maiores IPOs da B3
- •Sem luz na infância, hoje à frente de um império de R$ 2,4 bilhões: a mulher que comanda gigante da carne suína em Santa Catarina
- •Fórum Estadual de Influenza Aviária reúne setor avícola para discutir prevenção e biosseguridade no RS
O plantio da safra americana já começou e a previsão de colheita é nos meses de setembro e outubro. Até lá, os armazéns devem continuar cheios.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, até agora, 64% da produção de soja foi vendida. Neste mesmo período do ano passado, a comercialização chegava a 83%.
Mas não é apenas a soja que está lotando os armazéns, as vendas de milho também estão mais lentas. Até agora, 55% da safra foi vendida contra 73% nesta mesma época do ano passado.
O Paraná tem a segunda maior safra nacional de soja, só perde para o Mato Grosso e é o principal produtor de milho do país.
O presidente da Coopavel, cooperativa do oeste do Paraná, Dilvo Grolli, explica que os olhos estão voltados para a safra norteamericana de grãos. “Se a safra americana for boa de acordo com a previsão, os preços devem se manter como estão hoje. Se der qualquer problema devido ao clima e a colheita não for boa, de acordo com as previsões atuais, o produtor só tem a ganhar porque os preços internacionais devem melhorar, inclusive no Brasil”, diz.





















