Expectativa de aumento nos embarques para a China e derrubada do embargo russo no campo externo, e queda da oferta de carne bovina no mercado interno, devem aliviar situação do setor suinícola no segundo semestre.
AveSui: Situação da suinocultura deve melhorar nos próximos meses, afirma Abipecs
A combinação entre o excesso de oferta de carne suína e o alto preço dos insumos de alimentação tem castigado o setor suinícola. Para Jurandi Machado, diretor de Mercado Interno da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), no entanto, a situação tende a melhorar no próximos meses, sobretudo se o Brasil conseguir derrubar o embargo russo e ampliar suas remessas para a China. “Há expectativas de que as exportações brasileiras para a China vão aumentar. O ministro da Agricultura [Mendes Ribeiro Filho] está neste momento na Rússia para tentar resolver o problema entre os países. Esperamos boas notícias, assim como uma solução para o caso da Argentina”, afirma. “Acredito, portanto, que o quadro das exportações no segundo semestre seja bem diferente do que foi no primeiro trimestre”, afirma Machado.
Segundo o diretor da Abipecs, a queda da oferta brasileira de carne bovina – e a consequente elevação dos preços dessa proteína no mercado interno – deve ser outro fator de alívio para o setor suinícola. A estiagem registrada no Brasil neste ano prejudicou as pastagens. De acordo com Machado, entre janeiro e fevereiro deste ano, 45% dos abates do setor de bovinos foram de fêmeas. “Isso fatalmente vai se refletir na oferta e nos preços de carne bovina”, argumenta.
Conjuntura parecida – Para Machado, a crise por qual passa a suinocultura guarda semelhanças com a vivida pelo setor em 2004. Em ambos os casos, o descompasso entre oferta e demanda de carne suína no mercado interno e custos de produção em patamares elevados sufocam o setor. De acordo com Machado, o atual momento é muito difícil não só para os produtores, mas também para a agroindústria. Segundo ele, 65% das matrizes em produção no Brasil hoje estão nas mãos da indústria.
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