Subsídio para venda dos animais e compra de leitões estão em pauta. Enquanto isso, criadores como os de MS, continuam no prejuízo.
Conselho Monetário Nacional adia análise de apoio à suinocultura
Está chegando a hora do abate, os animais criados com alta tecnologia estão pesando cerca de 110 quilos cada. Foram quase seis meses de engorda, uma rotina que exige muita atenção e olho nos detalhes.
A granja da família de Milene Pessato fica em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul. Eles são criadores independentes e estão na suinocultura há quase 20 anos, experiência que neste momento não consegue se traduzir em lucro.
Para se produzir um quilo de suíno vivo são gastos R$ 2,50. Na hora da venda, o produtor recebe R$ 2, um prejuízo de R$ 0,50 por quilo. O que mais preocupa são os preços do milho e do farelo de soja, que subiram muito.
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Arlindo Willermann é um dos pioneiros na produção de suínos da região. Para diminuir o prejuízo, ele agora produz apenas os leitões. Entrega por mês, cerca de 3.300 animais para a cooperativa e reclama do prejuízo que tem, em torno de R$ 35 mil por mês. Ele diz que consegue aguentar a situação por mais 60 dias, depois disso não sabe o que vai fazer se não melhorar.
Até agora, das medidas anunciadas pelo governo, apenas uma foi colocada em prática: a prorrogação para janeiro de 2013 das dívidas dos criadores que vencem este ano.























