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Mercado Externo

Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

País suspende importação de milho transgênico da empresa.

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Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

Uma semana após a publicação de um controverso estudo sobre os riscos de uma variedade de milho transgênico à saúde humana, a Rússia anunciou ontem a suspensão das importações e do uso do grão desenvolvido pela Monsanto.

Foi a primeira resposta prática de um país às descobertas apresentadas pela equipe do cientista francês Gilles Eric Séralini, da Universidade de Caen. O trabalho, publicado na conceituada revista científica Food and Chemical Toxicology, demonstrou que ratos alimentados com a variedade de milho NK 603, da Monsanto, e expostos ao herbicida glifosato apresentaram maior incidência de câncer e outras doenças graves, além de maior taxa de mortalidade.

O milho NK 603, cultivado em larga escala em países como os Estados Unidos e o Brasil, é geneticamente modificado para resistir ao glifosato, um agrotóxico usado para matar ervas daninhas.

Como a Rússia é um exportador de milho, as consequências da decisão sobre o comércio internacional da commodity tendem a ser nada mais do que desprezíveis. De todo modo, a notícia é um trunfo para os críticos da transgenia, particularmente numerosos na Europa.

Na França, onde os transgênicos estão banidos desde 2008 – motivo de choques com a Comissão Europeia, que liberou o cultivo de algumas variedades -, o estudo serviu de pretexto para que as autoridades voltassem a atacá-los. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault disse na semana passada que seu país defenderá a proibição do milho transgênico em todo o bloco caso as conclusões sejam ratificadas.

A Agência Francesa para Alimentos, Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional (Anses, na sigla em francês) adiantou que vai apresentar suas conclusões sobre o estudo até o fim de outubro. Já a Comissão Europeia solicitou à Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) que revise o estudo e espera uma posição até o fim do ano.

Desde o fim dos anos 1990, quando a Monsanto colocou no mercado suas primeiras sementes geneticamente modificadas, diferentes lobbies científicos (contrários e favoráveis à adoção da tecnologia) promovem uma verdadeira guerra de estudos e versões sobre o impacto da tecnologia para a saúde e o meio ambiente – o próprio Séralini é presidente do Conselho Científico do Comitê para Pesquisa e Informação Independente sobre Engenharia Genética (Criigem), uma entidade que, nos últimos anos, posicionou-se persistentemente contra o uso de organismos geneticamente modificados.

Pesquisadores simpáticos à transgenia trataram de desqualificar o trabalho do cientista francês. “Esse estudo não pode ser considerado sério do ponto de vista científico porque utiliza métodos muito discrepantes daqueles utilizados pela ciência”, rechaçou Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), entidade sustentada por empresas do setor.

A cientista argumenta que faltam dados claros sobre como a dieta dos animais foi conduzida, que o tamanho das amostras é insuficiente e que a linhagem dos ratos utilizados possui uma propensão ao desenvolvimento de tumores. “Além disso, a pesquisa foi conduzida por dois anos, o que é um período excessivamente longo em se tratando de ratos”, afirma. Brondani lembra que diferentes estudos publicados na mesma revista apresentaram conclusões bastante diferentes.

Para a Monsanto, o estudo “não atende as normas mínimas aceitáveis para esse tipo de pesquisa científica, as descobertas não são fundamentadas pelos dados apresentados e as conclusões não são relevantes para efeitos de avaliação de segurança”. A empresa alega ainda que toxicologistas e especialistas em saúde “veem problemas fundamentais com o formato do estudo” e que os dados apresentados “não suportam as interpretações do autor”.

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