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Menos suíno para Argentina

Argentina pode diminuir a importação de carne suína do Brasil. Atualmente, país é o terceiro principal destino do produto brasileiro.

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Menos suíno para Argentina

A Federação de Agricultura da Argentina afirma ter obtido do governo do país um compromisso para diminuir as importações de carne suína e proteger a produção local. Caso isso se confirme, a economia brasileira deve ser afetada, pois mais de 70% do que os argentinos importam são produzidos no Brasil.

O consumo de carne suína no país vizinho está em torno de 270 mil toneladas por ano, e o Brasil tem exportado cada vez mais para lá. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), em 2009 mais de 28 mil toneladas foram embarcadas. O volume passou de 35 mil em 2010. Há dois anos, a Argentina era o quinto principal destino do produto brasileiro; atualmente, é o terceiro.

Os suinocultores argentinos se dizem preocupados com a situação. Eles pedem moderação nas importações e mais apoio, principalmente, aos pequenos e médios produtores. Falam até em protestos caso medidas não sejam adotadas. No Brasil, a Abipecs não entende o questionamento dos produtores argentinos.

“Os preços na Argentina não estão caindo. Então não estamos entendendo porque eles estão reclamando. Eu vejo a carne suína brasileira entrando na Argentina para atender o consumidor argentino, evitar especulação, evitar a inflação na Argentina. Acho que o governo argentino não vai dar razão a essas reclamações”, comenta o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto.

A Federação de Agricultura da Argentina garante ter obtido do governo e das empresas o compromisso de reduzir compras de outros países e incentivar o setor. Por isso, a entidade resolveu adiar os protestos por quinze dias.

“Com o produtor argentino a gente nunca fica tranqüilo. Eles sempre vêm com uma surpresa. Mas não tem fundamento. Vamos aguardar para ver o que acontece”, complementa.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdecir Folador, está preocupado. Ele afirma que a situação no mercado interno já não está favorável. O preço pago pela arroba vem caindo desde o início do mês e os custos estão em alta. Exportar menos para Argentina pode agravar a situação do setor.

“A Argentina representa atualmente em torno de 8% ou 9% do volume de exportação de carne suína brasileira. Por isso é  uma preocupação dos produtores e do setor também. Mas acredito que vai haver uma negociação, uma conversa entre os dois países para que isso não venha a acontecer”, esclarece.

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