Evento “O Desafio de criar Leitões” da Poli-Nutri reuniu suinocultores e técnicos que acompanharam três grandes painéis.
Futuro do mercado de suínos
A primeira palestra “Fisiologia das principais doenças entéricas dos leitões“ discutiu doenças importantes que afetam as granjas. O médico veterinário, Dr. Roberto Guedes, da UFMG, destacou que para os produtores terem bons resultados, é fundamental investir no diagnóstico, que pode trazer uma resposta eficaz para a solução dos problemas na granja: “O diagnóstico correto acaba reduzindo custos, pois resolve uma série de problemas que representam despesas e prejuízos para o produtor”, disse.
Na segunda palestra, sobre “Estratégias Nutricionais e de manejo da alimentação”, o diretor da Poli-Nutri, Julio Flávio Neves, ressaltou a importância do planejamento “Pensar na nutrição animal é fundamental, pois ela representa até 75% dos custos fixos de um empreendimento”.
O evento foi finalizado com a palestra sobre “Comportamento do mercado de grãos em 2011”, realizada pelo Dr. Clebi Dias, Diretor Executivo da Coopercampos e Analista de Mercado da BM&F Bovespa. “É preciso ter foco na gestão precisa dos custos e da cadeia de valor”. Segundo ele, o Brasil tem um alto grau de importância na alimentação do mundo e é preciso saber aproveitar essa onda favorável.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior analisando as exportações de abril ante março deste ano, mostram que os embarques de carne suína passam a ser o destaque entre outros segmentos. Em receita, as vendas externas de carne suína in natura cresceram 24,9%, com aumento de 5,7% dos preços praticados no período.
Para Clebi, 2011 já está sendo um bom ano, o crescimento mundial deverá continuar na casa de 4% e, além disso, a abertura do mercado da China para a carne suína é outro fator positivo para o setor. Mas há os fatores negativos. “Um deles é o câmbio, que está muito baixo para o exportador. O produtor deve acompanhar de perto também os preços do milho que podem subir ao longo do ano dependendo do resultado da próxima safra”, analisa Clebi.
Mas o grande vilão ainda é o Custo Brasil, que emperra o agronegócio brasileiro. “Fretes caros, logística complicada… são problemas que ainda tiram grande porcentual da renda do produtor”, lamenta.























