Para Helio Schorr, cada ave do plantel nacional representa o coração desta atividade. O especialista destaca o sucesso e tendências da avicultura mundial. Leia.
Coração da avicultura

Todo profissional dentro do setor avícola destaca sua área de atuação como o “coração da avicultura”. Da mesma forma que o médico veterinário afirma que seus esforços garantem a saúde de um aviário, o granjeiro afirma que sem seus cuidados o setor não cresceria. E existem outras afirmações semelhantes. O fato é que cada área dentro do setor avícola é de extrema importância para a atividade. No entanto, de acordo com o diretor da Global Multitrade, Helio Schorr, o verdadeiro “coração da avicultura” está exatamente no local que deveria estar: dentro de cada ave do plantel nacional. “Sem as aves brasileiras, não existe avicultura. Cada galinha é o coração da avicultura, e é nela que devemos concentrar nossos esforços”, afirmou o especialista durante o “Workshop sobre Sanidade em Matrizes Pesadas”, realizado pela MSD Saúde Animal entre os dias 21 e 22 de junho em Indaiatuba (SP).
Segundo Schorr, cada representante da atividade avícola tem um importante desafio para os próximos anos – alimentar nove bilhões de pessoas em 2050 com produtos de qualidade. Para isso, muitos cuidados serão destinados aos corações da avicultura. “Esta cadeia tem muito a contribuir com o mundo”, destaca o especialista. “Principalmente a avicultura brasileira, com números de destaque perante a produção mundial”.
Schorr pontua que o setor de aves nacional é líder em exportações mundial e é o terceiro em produção. “E nossa situação deve apenas melhorar e gerar ainda mais empregos”, destaca Schorr. “Hoje o setor emprega mais de quatro milhões de pessoas”. Para ele, o clima adequado, a mão de obra barata e de qualidade, os avanços tecnológicos e os bons aspectos sanitários da cadeia produtiva do País contribuíram para este sucesso.
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Outro fator destacado pelo diretor da Global Multitrade é o baixo custo de produção alinhado ao custo da matéria prima, ou seja, insumos. No entanto, Schorr adverte que este fator não tem ajudado o avicultor brasileiro como antes. “Estamos vislumbrando um aumento dos custos de produção, o que prejudica a lucratividade da avicultura nacional. Esta tendência deve continuar até o final do ano”, afirma o especialista, que também destaca o câmbio como fator preocupante para a atividade. “Com o real valorizado, as exportações avícolas brasileiras perdem competitividade frente a outros grandes players mundiais como os Estados Unidos”.
Projeção- Com base neste cenário de pontos positivos e negativos, Schorr acredita que o crescimento da produção no setor avícola para os próximos anos é inevitável. “Com o aumento da população, cresce a demanda pro alimentos. A renda também deve crescer, logo, o frango – como proteína animal – tem demanda garantida”, prevê.
Os produtores de frango, em especial os brasileiros, devem atentar-se apenas em algumas tendências de consumo, segundo o especialista. “O consumidor mundial está cada mais exigente. A procura pro alimentos práticos, com propriedades nutritivas diferenciadas e produzidos de forma sustentável deverão ganhar preferência nos próximos anos”, diz Schorr. “O Brasil é o país que tem a maior capacidade do mundo de produção animal, mas não pode esquecer estes detalhes”, finaliza.





















