Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Conjuntura

Bom ano para o agronegócio brasileiro

Rabobank traça cenário positivo para o campo brasileiro este ano. Estudo do banco confirma recuperação, mas prevê margens menores para a soja.

Após colecionar em 2009 resultados menos adversos do que os inicialmente esperados, o agronegócio brasileiro inicia 2010 com boas perspectivas de recuperação. Nada de crescimento bombástico, segundo a visão da maior parte dos atores do setor, mas pelo menos algo capaz de devolver aos principais segmentos do campo a tendência ascendente observada do início da década até 2008, apesar de tropeços em 2005 e 2006.

Estudo do Rabobank corrobora a tese. De oito importantes cadeias produtivas analisadas pelo banco de origem holandesa com forte atuação na área rural, a da soja é a que aparece com mais riscos. Para cana (açúcar e álcool), café, algodão, milho e carnes (bovina, suína e de frango), o horizonte é mais promissor, pelo menos a partir da análise dos fundamentos de oferta e demanda de cada segmento.

O trabalho do banco pondera que nem só desses fundamentos vivem os mercados, mas pelo lado das decisões de investimentos derivadas de condições macroeconômicas o cenário é positivo. O Rabobank lembra que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta “leve retomada” do crescimento econômico mundial em 2010, puxada pelos países em desenvolvimento, e que no Brasil, um dos motores emergentes, o terreno é firme. A ressalva é o câmbio, já que a expectativa é que o real continue forte, afetando as exportações.

Principal foco de reclamações da ala exportadora do agronegócio em 2009, a erosão do dólar já é, desde as primeiras estimativas para 2010, a principal vilã do ano novo, ainda que tenha sido vital para a sustentação das cotações internacionais das commodities em 2009. Como não há sinais de mudanças cambiais profundas antes do segundo semestre, é de se esperar que esse fator de suporte perdure.

Com fundamentos atraentes e dólar à sombra do que foi, Andy Duff, gerente do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank no país, diz que o fluxo de investimentos em commodities não arrefecerá este ano. “É um movimento que está apenas começando”. Duff concorda que, além da segurança que proporciona em tempos de turbulência e do retorno que pode gerar em um ambiente de medidas macroeconômicas de viés inflacionário adotadas sobretudo em países desenvolvidos, a aposta nas commodities vem se fortalecendo estruturalmente tendo em vista o longo prazo promissor sustentado pelos emergentes.

No caso da soja, que puxa a renda bruta das lavouras do País e as exportações nacionais do agronegócio, o temor decorre da grande possibilidade de queda de preços internacionais dada a gorda oferta global projetada. A combinação entre cotações mais baixas e dólar fraco deverá reduzir as margens de lucro dos agricultores em 2010, apesar da redução dos custos dos insumos – fator que vale para todas as cadeias -, mas o estudo do Rabobank ressalva que o “mercado doméstico deve gerar boas oportunidades para tradings, esmagadoras e empresas de biodiesel em 2010”, como em 2009.

Luciano van den Broek, analista da equipe de Duff, vê outro ponto positivo: “Muitos produtores já travaram preços futuros e câmbio em elevado patamar”. Conforme ele, é preciso esperar os efeitos climáticos sobre a safra argentina 2009/10, que está em desenvolvimento, e seus reflexos nos preços internacionais Projeções indicam recuperação após a quebra de 2008/09, mas o El Niño e suas chuvas preocupam. A China, maior importadora do grão, está estocada e deverá comprar menos.

Para o milho, o Rabobank não vê mudanças significativas para as apertadas margens dos produtores nesta safra de verão, já que a oferta doméstica segue confortável. Mas, com algum enxugamento derivado de exportações e da recuperação do segmento de carnes, o cenário para a safrinha de inverno pode melhorar, segundo Van der Broek. No exterior, o quadro de oferta e demanda é menos confortável que o da soja, cujos estoques globais tendem a aumentar. “Ainda assim os preços domésticos deverão continuar baixos no mercado interno no primeiro trimestre ou até mais”, afirma.

Para o café, apesar das perspectivas de queda de preços no exterior e no País, já que a oferta deverá crescer mais do que a demanda, a redução dos custos deverá preservar as margens. Mas não há espaço para ganhos significativos, conforme o estudo do Rabobank. Diferente é a expectativa para o algodão, cujos excedentes tendem a cair.

No segmento sucroalcooleiros, os sinais atuais são de condições atraentes para produtores e usinas. Andy Duff considera que o déficit global de açúcar derivado da escassez indiana seguirá a sustentar os preços internacionais e a demanda pelo produto brasileiro pelo menos por mais quatro meses, quando começa a entrar a safra de cana do Centro-Sul do Brasil. E para o etanol as boas vendas de veículos flexfuel continua a oferecer sustentação aos preços. É preciso esperar, porém, volume e qualidade da nova safra, que vem sendo afetada pelas chuvas.

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Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,98
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,24
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,20
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
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    R$ 6,76
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  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
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  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,51
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  • Ovo Branco - Regional
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    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,25
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
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    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 173,72
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  • Ovo Vermelho - Regional
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    R$ 201,21
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  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
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  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 222,89
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

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