Soja fecha estável ontem (09/03) na bolsa de Chicago (EUA). Milho registra baixa. No Brasil, dólar desvalorizou 0,45%.
Fechamento de Mercados

AGROMERCADOS
LOBBY FURADO
Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico, considera um “total equívoco” a nota distribuída pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), afirmando que uma possível elevação da alíquota de importação de trigo dos EUA, por conta da retaliação brasileira contra os subsídios ao algodão, causaria aumento dos derivados do cereal, como pãozinho e massas.
INCERTEZAS
Para a Abitrigo, a inclusão do trigo na lista de retaliação não é aconselhável, devido à insuficiência da produção brasileira e a incerteza em relação ao fornecimento do trigo argentino.
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PÃO QUENTE
“Uma das fontes de suprimento preferidas são os EUA, por motivos de preço, qualidade e sobretudo proximidade do mercado consumidor”, afirma a Abitrigo, acrescentando que a medida teria impacto sobre os preços dos derivados do trigo, especialmente das massas e do pão.
NADA A VER
O presidente do Moinho Pacífico, que é conselheiro da Abitrigo, discorda. “A retaliação ainda não foi aplicada. Há um prazo de um mês para negociações entre o Brasil e os EUA. E ainda que a alíquota seja de fato majorada, não haverá qualquer impacto sobre os preços da farinha ou do pão no Brasil. Não precisamos importar o produto americano, temos outras fontes”, diz.
FARELINHO
Para o ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, toda esta história de pãozinho mais caro não passa de terrorismo. “Podemos importar trigo da Rússia, Canadá e da União Europeia, como opção aos EUA. Em 2009, importamos dos EUA apenas 5% das nossas necessidades de trigo”, disse Stephanes, encerrando a polêmica.
DESVALORIZAÇÃO
O dólar caiu de novo hoje. Perdeu 0,45%, encerrando o dia a R$ 1,78
CHEGANDO LÁ
Pelo levantamento divulgado hoje pela Conab, faltam apenas 200 mil toneladas para o Brasil colher a maior safra de sua história. O resultado do levantamento de fevereiro chegou a 143,95 milhões de toneladas, pouco abaixo do recorde de 144,1 milhões t da safra 2007/2008.
SOJA DE VÉSPERA
À véspera do novo relatório sobre oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o mercado futuro da soja andou de lado hoje. Os contratos para maio, na bolsa de Chicago, encerraram o pregão a US$ 9,47 o bushel, com pequena queda de 0,50 cent. Na BM&BOVESPA, as duas posições mais negociadas fecharam estáveis: maio a US$ 20,91 a saca; julho a US$ 21,03.
MILHO RECUA
Já o milho perdeu 6 cents, recuando a US$ 3,69 o bushel para entrega em maio. Por aqui, os contratos para maio foram negociados a R$ 18,67, enquanto setembro foi cotado a R$ 19,38 a saca.
ALTA NO CAFÉ
Em Nova York, os contratos do café arábica com vencimento em maio avançaram para 132,75 cents por libra-peso. Em Londres, o robusta subiu US$ 23, para US$ 1.245 a tonelada no vencimento maio.
AÇÚCAR AMARGA
Dia de forte queda para os contratos futuros do açúcar demerara em Nova York. O vencimento maio foi negociado a 20,32 cents por libra-peso, com desvalorização de 5,80%. Em Londres, o contrato do açúcar refinado para maio caiu 5,85%, fechando o pregão desta terça-feira a US$ 555,30 a tonelada.
BOI RECUA
A arroba do boi gordo recuou para R$ 78,46 na BM&FBOVESPA, queda de 19 centavos.
FECHA ASPAS
“Viva bem a sua vida, pois você vai passar muito tempo morto” – caminhoneiro.
-COM INFORMAÇÕES DA BM&FBOVESPA





















