Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Economia

Brasil vs. Argentina

Governo brasileiro deve tomar contramedidas e suspender a importação de produtos argentinos, que devem ser mais leais nas relações bilaterais.

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O Governo brasileiro deve tomar contramedidas e suspender a importação de produtos argentinos para convencer o parceiro do Mercosul a ser mais leal nas relações bilaterais. A posição é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, em face da decisão do governo argentino anunciar medidas protecionistas, desta vez contra a importação de alimentos com similares nacionais.
Para o dirigente, essas restrições atingem, produtos brasileiros e ressuscita antigos conflitos comerciais iniciados há muitos anos e agravados com a imposição de licenças prévias pela Argentina a partir da crise de 2008. Desta vez a Argentina não invocou motivos sanitários para a proibição dos alimentos e o instrumento para impor a proibição será o trancamento de licenças de importação.

De acordo com a Faesc, empresários e produtores rurais não aceitam mais esse comportamento da Argentina e as indústrias que sofrem no mercado interno a concorrência de produtos argentinos, como o vinho e .lácteos, exigem do governo a adoção de barreiras que até agora o Brasil tem evitado.

O intercâmbio com Brasil/Argentina vem evoluindo de forma equilibrada nos últimos meses. De janeiro a abril, o Brasil vendeu à Argentina US$ 4,8 bilhões e importou US$ 4,3 bilhões. A situação atual é bem diferente de 2008, quando o Brasil acumulou superávit de US$ 4,347 bilhões no comércio bilateral. Além disso, os alimentos representam pequena fração do valor do intercâmbio, no qual predomina o comércio de automóveis.

Pedrozo observou que ainda não se conhece uma relação oficial completa dos produtos barrados. Uma das grandes preocupações da Faesc é a carne suína. A Argentina é o quarto mercado da carne suína catarinense. Se a suspensão das importações argentinas atingir esse produto, poderá haver excesso de oferta no mercado interno e os preços – que estão em uma linha ascendente de recuperação – podem sofrer nova depressão.

O presidente da Faesc lamenta que as relações comerciais entre Brasil e Argentina estejam regredindo e que o Mercosul caminha para um fracasso. Oficialmente, o bloco é uma união aduaneira, por isso o Brasil não pode firmar acordos de livre comércio sem a participação de Argentina, Uruguai e Paraguai. “Como esse status de união aduaneira não funcionou na prática, o melhor seria retornar o Mercosul à condição de área de livre comércio. Assim, o Brasil teria mais liberdade de negociação com outros países. Até agora, o bloco não preenche sequer as condições para merecer essa denominação”.

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