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Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
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Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
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Economia

Alimentos pressionam inflação

Câmbio ajuda a segurar preços no atacado, diz FGV. Inflação de setembro foi muito pressionada por alimentos.

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Alimentos pressionam inflação

A alta de preços no atacado em setembro foi a maior desde julho de 2008, o auge inflacionário do período pré-crise, mas o salto de 1,60% neste mês poderia ser maior se não fosse a valorização do real frente ao dólar. Essa alta no Índice de Preços no Atacado (IPA) foi a principal responsável pelo aumento de 1,15% registrado no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que havia subido 0,77% em agosto.

“O câmbio está tendo um papel importante para segurar uma alta mais forte nos preços. Não só pela valorização, mas principalmente por sua estabilidade em patamares valorizados, o que dá ao empresário uma previsibilidade maior, por pior que seja o efeito aos exportadores”, diz Salomão Quadros, coordenador de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV), que calcula o IGP-M.

Apenas em setembro, o dólar caiu de R$ 1,74 no início do mês para R$ 1,70, ontem. “De julho para cá, o dólar saiu de R$ 1,80 para R$ 1,70, o que, além de baratear o produto importado em 5,5% desde então, também amplia a importação, devido à estabilidade”, diz Quadros, para quem a alta do IGP-M poderia ser superior a 1,30% em setembro e o IPA beirar os 2%, sem o efeito deflacionário produzido pela valorização cambial.

A inflação no atacado sofre o contágio dos produtos básicos, especialmente os alimentos – o minério de ferro, que pressionara em agosto com elevação de 15%, elevou-se em apenas 0,28% em setembro. Enquanto o IPA-Industrial desacelerou entre agosto e setembro, de 1,26% para 0,67%, os preços agrícolas no atacado subiram forte, passando de 1,15%, em agosto, para 4,56% em setembro.

A alta entre os alimentos foi preponderante para sustentar o IPA-agrícola. Os preços de grãos importantes, como milho e soja, tiveram altas expressivas, de 16% e 3%, respectivamente, ao mesmo tempo em que o algodão em caroço subiu 31%. A alta do milho impactou também o preço das aves em setembro, que tiveram elevação de 7,76%, depois de pequena variação de 0,17% no mês passado. Não à toa, o principal item a registrar elevação entre os produtos industriais, no IPA-Industrial, foram os alimentos processados – alta de 4% em setembro.

“As commodities estão substituindo o câmbio na formação de preços dos IGPs, ao longo dos anos. O câmbio ainda é muito importante para amortizar choques externos de preços ou mesmo baratear insumos para a indústria, mas são as oscilações das commodities que explicam as variações nos IGPs”, avalia Fabio Ramos, economista da Quest Investimentos. O economista aponta para o núcleo do IPA, que desconsidera alimentos, minério de ferro e combustíveis – a variação em setembro, neste caso, foi zero.

Segundo Quadros, da FGV, já é possível perceber a transmissão das elevações de preços no atacado para o consumidor. A alta de 0,34% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em setembro, que corresponde a 30% do IGP-M, interrompeu a série de três meses consecutivos em deflação. “Foi a série mais longa de dados negativos em mais de dez anos”, diz Quadros, para quem o IPC atingirá seu auge no ano em outubro. “O IPA também não vai muito além do alto patamar em que estamos”, avalia o economista.

Nos nove meses de 2010, os preços agrícolas no atacado já acumularam alta de 12,2%, patamar que foi ainda mais expressivo entre as matérias-primas brutas, que tiveram alta de 23,3% entre janeiro e setembro – as elevações foram muito superiores aos 7,9% acumulados pelo IGP-M em igual período. Dentre os itens do IPC, que acumulou 3,7% no ano, são justamente os alimentos que apresentam uma das maiores altas: 4,4%, entre janeiro e setembro.

Enquanto os preços agrícolas continuam pressionados externamente, com grandes produtores mundiais de trigo, como Rússia, Cazaquistão e Ucrânia passando pela maior seca em 150 anos e proibindo exportação, o governo já sinaliza com algum freio na valorização do real. No início da semana, o ministro da Fazenda Guido Mantega chegou a falar que algo pode ser feito para atenuar a queda na cotação após as eleições que ocorrem domingo.

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