Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Forte queda na demanda de grãos

USDA reduziu em 44,24 milhões de toneladas sua estimativa para o consumo total das três principais commodities agrícolas negociadas no mundo nesta temporada.

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Redação (12/03/2009)- Com novas correções para baixo em suas previsões para a demanda global de milho, trigo e soja nesta safra 2008/09, expostos em relatório divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já reduziu em 44,24 milhões de toneladas sua estimativa para o consumo total das três principais commodities agrícolas negociadas no mundo nesta temporada. 

Conforme os novos números, mais baixos que os previstos em fevereiro, a demanda mundial por milho será de 772,45 milhões de toneladas, 3,5% a menos (27,92 milhões de toneladas) que o estimado em outubro de 2008, logo após o aprofundamento da crise financeira irradiada a partir dos EUA. No caso do trigo, o consumo foi reduzido para 648,71 milhões, queda de 1% (6,87 milhões de toneladas) na mesma comparação. Na soja, a redução é de 9,45 milhões de toneladas (4%), para as atuais 225,74 milhões de toneladas. 

Também em relação a outubro do ano passado, as projeções do USDA para a produção das três commodities caiu 10,08 milhões de toneladas no total, em parte por problemas climáticos em países produtores como Argentina e Brasil. A grande diferença entre as quedas da demanda e da produção resultam em elevação expressiva dos estoques finais conjuntos das três, ainda que para a soja o número divulgado ontem seja superior ao de outubro. 

Na bolsa de Chicago, nem foi preciso esta comparação de maior alcance para provocar a queda das cotações dos grãos. Os traders compararam os levantamentos de março e de fevereiro, com reduções de demandas e aumentos dos estoques finais dos três produtos e as perdas derivadas dessa erosão foram expressivas. Em relação a fevereiro, o USDA reduziu a demanda global de milho em 5,02 milhões de toneladas e ampliou os estoques finais em 7,96 milhões; no trigo, a demanda ficou 3,7 milhões de toneladas menor e os estoques engordaram em 5,89 milhões; na soja, a demanda recuou 880 mil toneladas e os estoques ficaram quase estáveis. 

Na bolsa de Chicago, principal referência para os preços globais das três commodities, os contratos do trigo com vencimento em maio (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) recuaram 24,50 centavos de dólar por bushel, para US$ 5,0825. O bushel do milho para entrega em maio (segunda posição) encerraram a sessão de ontem a US$ 3,6450, em baixa de 11 centavos de dólar, e a soja para maio (segunda posição) perdeu 15 centavos de dólar e fechou a US$ 8,62 por bushel. 

Apesar das quedas, são patamares pelo menos 30% superiores às médias históricas registradas até 2006, quando teve início uma disparada que levou as cotações a alcançarem máximas históricas em meados do ano passado. Na época, uma galopante "agroinflação" mundial entrou no radar da FAO – braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação – e gerou uma série de medidas de diversos países para conter a elevação dos preços domésticos dos alimentos. 

"A demanda é o tópico do momento, com especial destaque para as exportações americanas, que estão mais fracas", afirmou Renato Sayeg, da Tetras Corretora. No mercado de soja, ele destacou a elevação da projeção do USDA para os estoques americanos em particular, a tendência de menor uso de óleo de soja para a produção de biodiesel naquele país e o fortalecimento, mesmo com o enfraquecimento da demanda, da liderança dos EUA nas exportações mundiais, bem à frente de Brasil, o segundo colocado, e da Argentina, no terceiro posto. 

No milho, o USDA voltou a elevar a previsão de demanda para a fabricação de etanol, que vinha sendo ajustada para baixo. 

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