Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

Suinocultura também terá desconto na taxa de energia noturna no PR

Os suinocultores estão preocupados com a queda das exportações de carne suína, e fazem algumas reivindicações ao governo do Estado.

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Redação (12/03/2009) – O governo do Paraná vai estender aos suinocultores o mesmo benefício dado aos avicultores paranaenses, que dá desconto de até 60% no uso da energia elétrica durante a noite. E também determinou a realização de estudos para incluir o consumo de carne suína na merenda escolar e nas compras institucionais do governo do Estado.

Essas foram algumas das medidas adotadas pelo governador Roberto Requião nesta quarta-feira (11) quando recebeu junto com o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Irineu Wessler, acompanhado de suinocultores de várias regiões do Estado.

Pela manhã, os suinocultores tiveram um encontro com Bianchini, onde foi discutida uma pauta de reivindicações do setor. Os suinocultores estão preocupados com a queda das exportações de carne suína que se agravou neste primeiro semestre de 2009. As exportações que eram em torno de 600 mil toneladas em 2007 caíram para 520 mil toneladas em 2008, e o excedente de 80 mil toneladas está sendo desovado no mercado interno, o que derrubou as cotações nos preços pagos ao produtor.

Segundo Wessler, da Associação, os suinocultores estão trabalhando com uma defasagem de cerca de R$ 0,60 por quilo de animal vivo. O custo de produção é de R$ 2,30 por animal vivo e o mercado está pagando R$ 1,70. "O problema é que o criador entrega para a indústria animais com uma média de 100 quilos, o que corresponde a um prejuízo de R$ 60,00 por cabeça. O prejuízo é muito grande e o setor se descapitalizou e se endividou", disse.

Participaram da reunião na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento representantes da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), Embrapa Suínos e Aves, Banco do Brasil, Suinosul e da Secretaria da Educação. Também esteve presente o superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves.

Requião disse que irá encaminhar à Copel para que adote as mesmas providências já destinadas à avicultura para a suinocultura comercial. Com isso, os suinocultores também terão acesso ao benefício do desconto de 60% no uso da energia entre 21 horas e 6 horas da manhã. A Associação e a Secretaria ficaram de estudar as regras de enquadramento para os suinocultores utilizarem esse benefício.

Além das medidas contempladas por Requião, os criadores pediram o apoio do governador e do secretário para que o governo federal atenda à reivindicação do setor, que é a criação de um preço mínimo de referência em torno de R$ 2,10 a R$ 2,20 o quilo de suíno vivo.

Bianchini disse que irá se empenhar no encaminhamento dessa medida junto ao ministro Reinhold Stephanes, porque ela representa a possibilidade de operar os mecanismos de comercialização. "Sem preço de referência não há como a Conab acionar os instrumentos disponíveis para acelerar a comercialização dos produtos", afirmou.

O secretário destacou a possibilidade da Conab fazer um Plano de Escoamento da Produção (PEP) para carne suína, oferecendo um prêmio para o deslocamento da carne da região para as regiões Norte e Nordeste. "Esse mecanismo iria agilizar o consumo no mercado interno para compensar a perda do mercado externo", avaliou Bianchini.

Outra reivindicação que será levada ao governo federal pelo secretário da Agricultura do Paraná será a possibilidade de prorrogação de dívidas dos suinocultores para que eles tenham fôlego para manter o plantel de suínos e a elevação do crédito para manter as matrizes na propriedade.

BENEFICIOS – O presidente da APS, Irineu Wessler, disse que o setor está satisfeito com o pronto atendimento das reivindicações pelo governador Roberto Requião. Segundo ele, os suinocultores utilizam muita energia elétrica na preparação da ração na propriedade e no aquecimento dos leitões. "Uma propriedade que tem em média 200 matrizes tem um custo mensal da ordem de R$ 1.000,00 a R$ 1.100,00 com o custo da energia elétrica. Com o desconto que poderá ser concedido pela Copel acredito que o suinocultor poderá ter uma economia de aproximadamente R$ 700,00 por mês o que ajuda muito", afirmou.

Outra medida bem recebida pelos suinocultores é a possibilidade do governo do Estado incluir na merenda escolar a compra da carne suína. A APS pretende fazer uma parceria com o governo do Paraná para incrementar o consumo de carne suína de qualidade junto às crianças porque elas serão os consumidores do futuro. Para isso, serão feitas publicações como gibis, cartilhas e boletins técnicos para esclarecer aos escolares, professores e diretores de escolas a importância nutricional e protéica do consumo de carne suína.

Para Wessler, essa medida vai ao encontro do objetivo do setor em ampliar em dois quilos per capta/ano o consumo de carne suína no Brasil. Segundo o produtor, o consumo atual é de 13 quilos per capta/ano, considerado muito baixo diante da Europa cujo consumo de carne suína é de 45 quilos per capta ano. As informações partem da Agência Estadual de Notícias do Paraná.

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