Diante da pressão do ministério da Economia da Argentina para ajudar a conter a alta da inflação, a indústria de aves renovou ontem à noite acordo para limitar a alta dos preços do produto por pelo menos 90 dias.
Frango argentino
Redação AI 27/07/2005 – Diante da pressão do ministério da Economia da Argentina para ajudar a conter a alta da inflação, a indústria de frangos renovou ontem à noite acordo para limitar a alta dos preços do produto por pelo menos 90 dias. Os criadores de frangos, representados pelo Centro de Processadores de Frango (Cepa, na sigla em espanhol), concordaram em manter os preços em 2,70 pesos argentinos (US$ 1 = 2,865 pesos) por quilo da ave inteira, sem as taxas. Com as taxas, o produto deve chegar ao consumidor nas lojas por 4 pesos, informou o subsecretário de programas econômicos, Sebastian Katz.
Entretanto, o diretor da Cepa, Roberto Domenich, disse que a decisão não afetará os negócios. Ele ainda convocou os demais setores para tentar ajudar o país a se recuperar dos atuais problemas econômicos. Segundo Domenich, a indústria continuará crescendo no ano, apesar da decisão de fechar acordos com o governo para fixar previamente os preços do frango.
“Estamos renovando o acordo para evitar as questões inflacionarias”, disse o subsecretário da Agricultura, Javier De Urquiza, durante entrevista coletiva. O acordo, originalmente assinado em março, veio justamente depois do anúncio de que o governo planeja aumentar as tarifas de exportação de produtos lácteos de 5% para 15%, para elevar a oferta destes produtos no mercado argentino.
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O subsecretário de economia disse ainda que o governo agora está atento à possibilidade de assinar acordos adicionais com outros setores, entre eles o de carne bovina. Este setor, liderado pelo Instituto de Promoção da Carne Argentina, que atua no mercado interno e externo, disse que irá realizar coletiva para imprensa hoje para discutir a ameaça do governo de aumentar a tarifa de exportação de carne bovina.
As informações são da Dow Jones.























