Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Etanol

Brasil pode virar importador

No 1º semestre, 406,9 milhões de litros já entraram no país, mais que o dobro do volume total importado entre 2000 e 2009. Especialistas alertam que déficit pode ser ampliado nos próximos anos.

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Brasil pode virar importador

A falta de investimentos no setor sucroenergético deve levar o Brasil a se tornar importador de etanol. Para evitar desabastecimento durante o período de entressafra de cana-de-açúcar, no início do ano que vem, o país deve buscar no exterior cerca de 650 milhões de litros, multiplicando por nove o volume importado em 2010 (75,6 milhões de litros). Espe­­cialistas alertam que o descompasso entre oferta e demanda, que vem ocorrendo desde o ano passado, tende a tornar a balança comercial do produto deficitária nos próximos anos.

De janeiro a junho deste ano, 406,9 milhões de litros do combustível entraram no país, mais que o dobro do volume total importado entre 2000 e 2009, de acordo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Usinas, tradings e distribuidoras já teriam firmado contratos para outros 250 milhões de litros. Segundo informações da Bio­­agên­­cia, empresa que negocia a produção de 26 usinas do Centro-Sul do país e detém 8% do mercado nacional, as cargas devem começar a chegar aos portos brasileiros entre o fim deste mês e o início de setembro.

“A probabilidade de continuarmos importando etanol nos próximos anos é muito grande”, adverte o diretor da empresa, Tarcilo Rodrigues.

O problema é estrutural e tem origem em 2006, quando a expansão mal planejada provocou excesso de oferta, deprimiu os preços do açúcar e do etanol e fez com que as usinas começassem a ter dificuldades para saldar dívidas. Em 2008, quando começava a se ajustar, o setor foi surpreendido pela crise internacional, que secou o crédito e obrigou empresas a engavetar projetos de investimento.

“Desde então, não conseguimos mais renovar os nossos canaviais. Com isso, a produtividade caiu de 95 toneladas para 76 toneladas por hectare e o ATR (quantidade de açúcar da matéria-prima) também diminuiu”, relata o representante da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto (SP), Sérgio Prado. Ele lembra que o problema foi agravado pelo excesso de chuvas em 2009, secas em 2010 e geadas neste ano.

Nas contas da Unica, as indústrias da região Centro-Sul do país – com cerca de 90% da produção brasileira – terão disponíveis para a moagem 533,5 milhões de toneladas de cana, 4,2% menos do que o processado na safra passada (556,94 milhões). É a primeira queda desde o surgimento dos carros flex, em 2003. E há quem acredite que o aperto na oferta de matéria-prima será ainda maior. “O mercado acredita que vamos chegar a, no máximo, 515 milhões de toneladas”, revela Arnaldo Corrêa, gestor de riscos da Archer Consulting.

Qualquer que seja o número final, irá redundar em uma produção menor de etanol. Mesmo considerando a projeção conservadora da Unica, haverá déficit na oferta do combustível, que deve recuar a 22,5 bilhões de litros para um consumo estimado 2 milhões de litros/mês, ou 24 bilhões de litros/ano.”As importações resolvem momentaneamente a situação, mas não equacionam o problema no médio e longo prazo”, declara Corrêa.

O ponto zero para que o mercado do etanol comece a sair da crise é a recuperação dos canaviais. “O que precisamos hoje não são novas usinas, mas sim novas lavouras”, diz Prado. Segundo o governo, a indústria sucroenergética brasileira trabalha hoje com 20% de sua capacidade produtiva ociosa. Se houvesse matéria-prima disponível, poderia moer 150 milhões de toneladas de cana adicionais.

“Visitei, nas últimas semanas, várias regiões de produção de São Paulo e vi que o replantio de áreas envelhecidas está ocorrendo”, conta o representante da Unica. “O problema é que essas novas áreas só entrarão em produção daqui a 18 meses e, pelo menos até lá, a oferta vai continuar apertada”, observa

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