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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
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Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
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Política

Avaliações para o novo ministro

Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e entidades paranaenses ligadas ao agronegócio fazem avaliação positiva do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro.

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Avaliações para o novo ministro

A proximidade com o setor agropecuário e o entendimento das causas do segmento são pontos considerados positivos pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), no novo ministro da Agricultura, deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS). Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, apesar de o ministro não ser produtor rural, ele tem uma ligação forte com o setor e é oriundo de um estado em que a agropecuária é predominante. “Isso já auxilia em muito na construção de um diálogo permanente entre o segmento agropecuário e o Ministério”, afirma.

O fato de Mendes Ribeiro ter atuado como líder do governo no Congresso, também conta pontos positivos, segundo Schreiner, quando se trata de estabelecer uma interlocução entre as lideranças classistas agropecuárias e o poder Executivo. O representante da Faeg defende que é preciso que o novo ministro tenha uma plataforma clara de atuação frente ao Ministério.

Nesta agenda não podem faltar temas como o Código Florestal Brasileiro, a definição de uma nova política agrícola para o país, a sanidade animal e vegetal, a retomada das rodadas internacionais para conquista de novos mercados, a defesa dos produtos nacionais e a busca pela redução da dependência externa de fertilizantes.

Para Schreiner a atuação do Ministério junto ao Senado Federal, nas discussões do Código florestal, por exemplo, será fundamental para que o texto do projeto seja aprovado de forma a garantir o desenvolvimento do país, com a conciliação entre a produção de alimentos e a preservação ambiental. O representante da Faeg também afirma que é necessário que o Ministério se empenhe na elaboração da nova política agrícola nacional e que ela contemple não somente o fator crédito, mas que também implemente mecanismo de seguro de renda ao produtor.

No Paraná – As entidades paranaenses ligadas ao agronegócio viram com bons olhos a nomeação de Mendes Ribeiro Filho para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com posse agendada para a semana que vêm. Entretanto, preferiram não comentar sobre o trabalho do seu antecessor frente à pasta, o ex-ministro Wagner Rossi, que pediu demissão do cargo após diversas denúncias de irregularidades no ministério.

Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho tem 56 anos e estava em seu quinto mandato de deputado federal (PMDB-RS), além de atuar como líder do Governo no Congresso. Formado em Direito, começou a carreira política em 1974, como militante do MDB, e foi deputado estadual nas legislaturas de 1986 a 1990 e de 1991 a 1994. Em sua primeira entrevista como ministro, disse que vai ”conversar muito e ouvir muito” e que não assumirá o ministério ”para fazer faxina”, mas sim para tratar de agricultura. Ainda ontem, Mendes Filho iria se reunir com Wagner Rossi para tratar de assuntos referentes à pasta.

José Roberto Ricken, superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), não opinou sobre o desempenho de Rossi à frente do ministério, mas elencou alguns itens importantes que Mendes Filho deve dar atenção. Ele sugeriu que é necessário realizar políticas de renda e de preços mínimos para a agricultura, além de não esquecer a importância da sanidade agropecuária do País. ”É um fator muito importante para não perdermos mercado internacional.”

Outros pontos que o novo ministro não pode deixar de fora de seu governo, segundo Ricken, é desenvolver uma política adequada para o trigo e não se esquecer das dificuldades enfrentadas pelo setor em relação à política cambial. ”Operacionalmente, para nós foi interessante a confirmação do nome de José Gerardo Fontelles como secretário-executivo do Mapa. Ele é um profundo conhecedor do agronegócio e pode ajudar muito no encaminhamento das propostas para o ministro”.

Já Ágide Meneguette, presidente do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), disse, em nota, que espera que o novo ministro Mendes Ribeiro ”ouça as reivindicações dos produtores rurais durante sua gestão”. Meneguette ressaltou que o ”agronegócio se espalha pelo Brasil em mais de 5 milhões de propriedades, provoca saldos positivos na balança comercial brasileira e gera mais de um terço dos empregos no País”. ”Por ser do Rio Grande do Sul, estado importante na produção agrícola, certamente tomará suas decisões com conhecimento desse cenário. Não é preciso ser agrônomo ou veterinário para ser ministro da agricultura, mas é necessário ter bons auxiliares. Isso ajuda, não atrapalha”, complementou.

Quem é o novo ministro

Mendes Ribeiro nasceu em 27 de dezembro de 1954, em Porto Alegre, e ingressou na vida política em 1974, como militante do extinto MDB. Ele se formou em direito e foi vereador em Porto Alegre, em 1982.

Atualmente Ribeiro cumpre o quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Em 2008, assumiu a presidência da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. No Congresso, o deputado defendeu o fim do fator previdenciário e a garantia da aposentadoria especial de policiais, agentes penitenciários, e dirigentes de escolas.

Como líder do governo no Congresso, se posicionou contra a votação da PEC 300, que prevê piso salarial nacional para bombeiros e policiais, e da Emenda 29, que estabelece um percentual mínimo de repasses da União para os estados aplicarem na área da saúde.

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