Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Bioenergia

No sertão do PI, energia solar bombeia água do subsolo para irrigar plantação

O sol escaldante que faz evaporar a água, secar a terra e a vegetação é o mesmo que move uma bomba que puxa o precioso líquido do subsolo para irrigar uma plantação de frutas e legumes.

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O sol escaldante que faz evaporar a água, secar a terra e a vegetação em Oeiras, no Centro Sul piauiense, é o mesmo que move uma bomba que puxa o precioso líquido do subsolo para irrigar uma plantação de frutas e legumes. O projeto “Sol e Água no Sertão”, que existe há dois anos, instalou 10 placas de captação de energia solar na Comunidade Exu e transformou a localidade em um pequeno oásis no meio do sertão.

A iniciativa é Instituto Piauí Solar (IPS), instituição não governamental sem fins lucrativos que incentiva o uso de energias renováveis para o desenvolvimento da realidade local de cada comunidade. Em Exu, cerca de mil metros de canos em sistema de gotejamento irrigam uma área onde estão plantados pés de banana, melancia macaxeira e outras culturas.

“É uma potencialidade muito grande você aproveitar a energia solar e á agua no subsolo, coisas que temos em abundância, para unir as duas coisas e possibilitar o acesso à água ao pequeno produtor para produzir diversas culturas em um região semi-árida”, afirmou Albemerc Morais, diretor do IPS.

O projeto foi desenvolvido com apoio do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos da Universidade Estadual de São Paulo (USP) e instituições locais (CEFAS, FUNDED e SEMA) e faz parte da pesquisa de doutorado de Albemerc que trata do acesso à água em regiões semiárida através de sistemas fotovoltaicos de bombeamento.

“O diferencial desse projeto, único no Piauí, é a utilização de um dispositivo nacional para acoplar os painéis fotovoltaicos a uma motobomba nacional trifásica, barateando o sistema e facilitando a manutenção e troca de equipamentos”, contou.

Albermerc conta que o instituto surgiu para ajudar os produtores rurais a entender os benefícios que a eletricidade pode proporcionar. Aliado a isso, existe a falta de disponibilidade de energia em muitas regiões. Desta forma, a energia fotovoltaica apresenta-se como uma alternativa promissora.

“Assim, quando o pequeno agricultor possui um poço/fonte de água distante da sua residência, a eletrificação pública não contempla a extensão da rede até a fonte de água. Nesse casos, a energia solar fotovoltaica é comprovadamente viável e possui um grade potencial para fortalecer a agricultura familiar”, afirmou.

Apesar de todo o poetencial, diz Albemerc, faltam programas governamentais que incentivem o seu uso da energia solar, bem como linhas de créditos ao pequeno produtor, mão de obra capacitada, dentre outras questões.

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