Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Bioenergia

No sertão do PI, energia solar bombeia água do subsolo para irrigar plantação

O sol escaldante que faz evaporar a água, secar a terra e a vegetação é o mesmo que move uma bomba que puxa o precioso líquido do subsolo para irrigar uma plantação de frutas e legumes.

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O sol escaldante que faz evaporar a água, secar a terra e a vegetação em Oeiras, no Centro Sul piauiense, é o mesmo que move uma bomba que puxa o precioso líquido do subsolo para irrigar uma plantação de frutas e legumes. O projeto “Sol e Água no Sertão”, que existe há dois anos, instalou 10 placas de captação de energia solar na Comunidade Exu e transformou a localidade em um pequeno oásis no meio do sertão.

A iniciativa é Instituto Piauí Solar (IPS), instituição não governamental sem fins lucrativos que incentiva o uso de energias renováveis para o desenvolvimento da realidade local de cada comunidade. Em Exu, cerca de mil metros de canos em sistema de gotejamento irrigam uma área onde estão plantados pés de banana, melancia macaxeira e outras culturas.

“É uma potencialidade muito grande você aproveitar a energia solar e á agua no subsolo, coisas que temos em abundância, para unir as duas coisas e possibilitar o acesso à água ao pequeno produtor para produzir diversas culturas em um região semi-árida”, afirmou Albemerc Morais, diretor do IPS.

O projeto foi desenvolvido com apoio do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos da Universidade Estadual de São Paulo (USP) e instituições locais (CEFAS, FUNDED e SEMA) e faz parte da pesquisa de doutorado de Albemerc que trata do acesso à água em regiões semiárida através de sistemas fotovoltaicos de bombeamento.

“O diferencial desse projeto, único no Piauí, é a utilização de um dispositivo nacional para acoplar os painéis fotovoltaicos a uma motobomba nacional trifásica, barateando o sistema e facilitando a manutenção e troca de equipamentos”, contou.

Albermerc conta que o instituto surgiu para ajudar os produtores rurais a entender os benefícios que a eletricidade pode proporcionar. Aliado a isso, existe a falta de disponibilidade de energia em muitas regiões. Desta forma, a energia fotovoltaica apresenta-se como uma alternativa promissora.

“Assim, quando o pequeno agricultor possui um poço/fonte de água distante da sua residência, a eletrificação pública não contempla a extensão da rede até a fonte de água. Nesse casos, a energia solar fotovoltaica é comprovadamente viável e possui um grade potencial para fortalecer a agricultura familiar”, afirmou.

Apesar de todo o poetencial, diz Albemerc, faltam programas governamentais que incentivem o seu uso da energia solar, bem como linhas de créditos ao pequeno produtor, mão de obra capacitada, dentre outras questões.

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