Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Setor de aves e suínos aposta em China e no avanço do consumo interno

O setor de proteína animal aposta na China e no aumento do consumo doméstico para atingir o crescimento estimado entre 2% e 4% em 2015.

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Setor de aves e suínos aposta em China e no avanço do consumo interno

Com o fim de um ano marcado pela disparada na receita de exportações de aves e suínos, puxada pela demanda russa, o setor de proteína animal aposta na China e no aumento do consumo doméstico para atingir o crescimento estimado entre 2% e 4% em 2015.

Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que as vendas de frango para o mercado internacional devem encerrar 2014 com o volume de 3,99 milhões de toneladas, faturamento de US$ 7,94 bilhões. No suíno, os embarques devem somar 505 mil toneladas, US$ 1,7 bilhões.

“Mesmo depois do restabelecimento das relações comerciais entre Rússia e Estados Unidos, o Brasil vai continuar sendo uma opção forte por ter atendido bem o país e não ter explorado preços de venda ainda maiores, que chegaram a ser oferecidos em troca de embarques mais rápidos”, explica o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Consciente da instabilidade comercial da Rússia, o setor já traça rotas alternativas para a manutenção do crescimento.

Para o vice-presidente de suínos da associação, Rui Vargas, a previsão para o segmento é que o otimismo deste ano se repita. “Não sabemos se a performance da Rússia vai se repetir, mas estamos trabalhando com força na reabertura dos mercados da África do Sul e Coreia do Sul, entrada na Austrália e Canadá, e expansão na China e Japão, além do recente experimento para os Estados Unidos”, destaca.

De acordo com Vargas, a suinocultura deve crescer entre 2% e 3% em 2015 sem ganho de produção, apenas incremento em produtividade na engorda dos animais, principalmente, através de genética. Vale lembrar que o setor atravessou 2014 com uma relação estreita entre oferta e demanda, fato que reduziu o volume de exportações e rendeu nível recorde de preços.

Em relação à avicultura, Turra ressalta a habilitação de cinco plantas de frango na China e a previsão de outras oito para o ano que vem, que somariam 36 plantas no gigante asiático e cada uma representa de oito a dez toneladas exportadas.

“Esperamos um avanço entre 2,3% e 3% para 2014 e de 3% a 4% em 2015 galgado nestas novas habilitações previstas para a China. Se houver a confirmação, o país seria o melhor mercado para o segmento, ao lado da Rússia. No México o fluxo já está estabelecido e pode haver surpresas na Índia e Indonésia”, acrescenta o vice-presidente de aves, Ricardo Santin.

Mercado interno
Além do comércio internacional, Santin vê o mercado doméstico como um grande motor. “Acreditamos que vamos conseguir aumentar o consumo per capita de frango em substituição ao bovino”, diz.

Atualmente, cada brasileiro consome entre 42,8 e 43 quilos de frango e cerca de 14,6 quilos de carne suína. Na avicultura houve ganho de um quilo neste ano e no suíno a meta é atingir 15 quilos per capita.

Na avaliação do presidente da ABPA, alguns dos motivos que travaram o aumento de consumo foram o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e os preços elevados que foram praticados por toda a cadeia de carnes.

Nas duas culturas, a produção está concentrada no eixo Centro-Sul. Entre os meses de janeiro e novembro, o frango paranaense – líder entre os estados – respondeu por 32,18% dos embarques, seguido por Santa Catarina, com 24,5%, e Rio Grande do Sul, com 18,27%. Já no suíno, o maior produtor é Santa Catarina, que representou 41,6% das exportações no período, em seguida está o Rio Grande do Sul, com 26%, e Goiás, com 9,3%, próximo do Paraná, que correspondeu a 9,1% das vendas.

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