Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,63 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.092,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,71 / cx
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Commodities to be grown – por Ariovaldo Zani

A previsão da indústria de alimentação animal brasileira é demandar mais de 42 milhões de toneladas de milho e 14,5 milhões de toneladas de farelo de soja em 2015.

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Commodities to be grown – por Ariovaldo Zani

A previsão da indústria de alimentação animal brasileira é demandar mais de 42 milhões de toneladas de milho e 14,5 milhões de toneladas de farelo de soja em 2015, dentre outros insumos necessários à composição de aproximadamente 67 milhões de toneladas de rações.

Esse incremento dependerá do desempenho da cadeia produtiva de proteína animal brasileira e dos preços agrícolas que continuam pressionados por conta da safra de mais de 202 milhões de toneladas, conforme previsão da CONAB, das quais 79 milhões de toneladas são atribuídas à cultura do milho e outras 96 milhões de toneladas referentes à soja.

A falta de instrumentos capazes de antever com precisão absoluta o comportamento das variáveis futuras que modulam os preços das commodities agrícolas, reservam a perspectiva de moderação nas cotações no curto/médio prazo, ao contrário da pecuária, cujos produtos devem continuar com preços turbinados, pelo menos até que algum descompasso conjuntural entre a oferta e a demanda venha inibir o consumo das carnes, leite, ovos.

Em relação ao comércio internacional, essa depreciação persistente identificada sobre os cereais e as oleaginosas compromete sobremaneira as perspectivas de crescimento no Brasil (compensada em parte pela desvalorização da moeda local) e nos demais países predominantemente exportadores das commodities em geral. É importante salientar que ainda em 2014 o saldo das transações internacionais do agronegócio nacional atingiu 83 bilhões de dólares (exportações de U$ 100 bilhões e importações de U$ 17 bilhões), montante invejável, no entanto, insuficiente para compensar o déficit de 4 bilhões de dólares (U$ 225 bilhões/exportações vs. U$ 229 bilhões/importações) acumulado pela balança comercial brasileira.

Caracteristicamente, essas mercadorias tem declinado à exemplo do índice de preços dos alimentos da FAO (cereais, óleos vegetais, laticínios, açúcar) que encolheu consecutivamente nos últimos três anos, à exceção das carnes. Ou seja, a média alcançou 202 pontos e retrocedeu 3,7% em relação ao apurado em 2013, sendo importante salientar que enquanto os cereais desabaram 12,5% as carnes subiram 8,1% em 2014.

O relatório americano – World Agriculture Supply and Demand Estimates/2015, projeta produção mundial de aproximadamente 988 milhões de toneladas de milho e 199 milhões de toneladas de farelo de soja e respectivo consumo de 971 e 195 milhões de toneladas. Ou seja, os estoques de passagem para o próximo período poderão contabilizar 189 milhões de toneladas para o milho (18,8% da demanda global) e mais de 11 milhões de toneladas para o farelo de soja (5,8% da demanda global em 2014/2015, quando comparada aos 5,6% na safra 2013/2014 e 5,4% na 2012/2013).

A provável limitação das elevações de preços futura (média durante primeiro semestre de U$ 4.00/bushel de milho e ao redor de U$ 10.00/bushel para soja) recai na generosa safra americana de soja que deve alcançar recorde histórico e das condições climáticas favoráveis ao plantio e produtividade na América do Sul, além de outros fatores conjunturais/econômicos estabelecidos pela valorização do dólar, queda no preço do petróleo, desaceleração gradual chinesa, enxugamento monetário e alta dos juros nos Estados Unidos, recuperação europeia ainda indefinida, etc.), embora continue firme a demanda global por proteína animal.

Não custa relembrar que tanto o milho, quanto a soja, são produtos comercializados internacionalmente, ou seja, commodities agrícolas com preços modulados por movimentos cíclicos de expansão/contração da oferta, em resposta ao ritmo da demanda que também é impulsionada por fatores econômicos e políticos.

Em termos globais, o mais recente levantamento do USDA para a safra dos grãos 2014/2015 prevê colheita acima de 2,4 bilhões de toneladas e estoque de passagem resultante de quase 519 milhões de toneladas. Já o relatório “Grain Market Report/2015”, elaborado pelo International Grain Council, prevê que a mesma safra poderá alcançar mais de 2 bilhões de toneladas e a demanda superar 1,97 bilhão, resultando nos maiores estoques de passagem, desde meados da década de 1980, ou 7,2% acima dos apurados na safra 2013/2014.

Retomando a dinâmica das commodities, é evidente que a evolução produtiva da agricultura precisa se alinhar cada vez mais aos estoques e às demandas da cadeia pecuária, já que a sustentabilidade dos empreendimentos depende de planejamento e estratégia, atributos considerados essenciais no combate à especulação, garantia da competitividade e orientação sobre o que, quando, como e quanto plantar ou vender.

Colaboração: Gabriel Zani, FFLCH/USP

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