Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Sanidade

Invasão de javalis preocupa produtores brasileiros

Governo e entidades civis uniram forças para elaborar um plano nacional de controle da espécie no Brasil, que veio para o país na década de 1990, trazida por suinocultores e, desde então, cresceu de forma desordenada.

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Invasão de javalis preocupa produtores brasileiros

O governo brasileiro está preocupado com o avanço da população de javalis no país. Nos últimos 25 anos, o animal exótico vem causando danos às lavouras e insegurança na sanidade agropecuária em pelo menos em 300 municípios do Centro-Sul e Nordeste. Por esse motivo, vários órgãos e entidades civis se uniram e elaboraram um plano nacional de controle da espécie e as ações devem começam a sair do papel em janeiro de 2017.

 Representantes do Ministério do Meio Ambiente, Agricultura, Ibama, ICMBio, Polícia Ambiental, entidades e ativistas se reuniram em Brasília para discutir novas ações de controle populacional do javali nos próximos cinco anos. A ideia é conter a expansão da espécie que veio para o país na década de 1990, trazida por suinocultores e, desde então, cresceu de forma desordenada.

 “Trouxeram esse animal para melhorar o sangue, ter um sangue rústico, uma carne diferenciada. Só que esse animal é extremamente agressivo e, com isso, alguns criadores soltaram esse animal, e depois o próprio governo federal proibiu a criação no Brasil. Isso fez com que outros criadores, ao invés de terminar a criação, soltassem esses animais.”, disse a coordenadora-geral substituta de fauna e recursos pesqueiros do Ibama, Raquel Monti Sabaini.

Segundo Sabaini, alguns javalis vieram pelo Uruguai e rapidamente se adaptaram ao clima brasileiro. “A gente tem, ainda, mais um agravante no Brasil, onde o javali cruzou com o porco doméstico e ganhou essa capacidade reprodutiva de ter mais filhotes que o porco doméstico. Ao invés dele ter só cinco filhotes, agora tem nove ou dez filhotes, fazendo a população crescer ainda mais”, disse.

Abates O abate de javalis foi regulamentado por uma portaria do Ibama em 2013 e prevê apenas o controle e o manejo. Segundo a pesquisadora da Embrapa Virgínia Santiago Silva, os javalis causam grandes impactos. “Existem doenças de impacto na produção e outras que também vão impactar na saúde humana, algumas pela manipulação do animal abatido, outras pelo consumo eventual. A gente vem fazendo esse trabalho para conhecer o perfil sanitário desse animal, identificar os riscos reais e potenciais e orientar corretamente quem de fato acessa essa população”, disse.

O Ministério da Agricultura já realiza um trabalho de monitoramento sanitário dos javalis e de identificação de doenças, como a peste suína, mas acredita que este plano vai melhorar o controle. “O governo brasileiro tem que dar garantia sobre ocorrência de doenças, e também javali. Então, essa associação com esses órgãos ambientais de planos conjuntos nos possibilitam uma melhoria na certificação, melhoria da informação para emissão de certificação sanitária”, disse a auditora fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura, Adriana Cavalcanti.

O plano de ação vai incluir o produtor no processo de controle de javalis e conta com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para conscientizar e orientar no manejo de jaulas, uso de armadilhas e abate, levando em consideração o bem-estar animal. “Sabemos que o pequeno agricultor é prejudicado de forma muito cara pelo javali. Então, ele precisa fazer parte do processo de solução e também se engajar nessa busca e,para isso, precisa ser orientado e ter meios para ele fazer isso”, falou Ugo Vercillo, diretor de conservação de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

O programa também prevê a realização de pesquisa científica e identificação do número de javalis no país, a avaliação concreta dos impactos ambientais e econômicos causados pela espécie, melhoria nas ações de controle já existentes, implementação de um sistema informatizado para os responsáveis pelo abate e a conscientização e sensibilização da população urbana e rural com distribuição de cartilhas, oficinas e dias de campo.

 Para o assessor da CNA, Álvaro Barcellos Mouawad, o plano de controle também é importante para a segurança física dos produtores. “Sabe-se que existem vários casos citados não, só na literatura internacional, mas de ataque a humanos pelo javali. Então, a presença do javali próximo às áreas de culturas implica um grande risco ao produtor rural e para a criação. A CNA vai agir contundentemente nessa ação”, falou.

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