Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Nova Economia

Entenda o que é a bioeconomia, que pode impulsionar o agro brasileiro

Modelo se diferencia em dois aspectos: preocupação com a sustentabilidade e a economia circular

Entenda o que é a bioeconomia, que pode impulsionar o agro brasileiro

Agronegócio

Por Anderson Oliveira

Um modelo de produção sustentável e que agrega inovação e meio ambiente. A bioeconomia ainda está em construção, mas já é capaz de trazer impactos importantes na economia. Uma estimativa do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que, em 2016, o segmento foi capaz de gerar mais de US$ 326,1 bilhões em receitas. Desse montante, cerca de US$ 40,2 bilhões foram exportados. Mais da metade desse valor vem da agropecuária. Os dados são trazidos por Laura Barcellos Antoniazzi, pesquisadora e sócia da consultoria Agroicone.

A ideia em todo o mundo é ampliar a participação da bioeconomia na economia geral. De acordo com o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alguns países estão direcionando suas ações nesta área para as estratégias de substituições de recursos fósseis e não renováveis. No Brasil, segundo ele, quando se fala de bioeconomia, a melhor definição no momento é o uso sustentável da biodiversidade para geração de renda.

Existem no Brasil cerca de quatro milhões de estabelecimentos familiares, segundo o Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e todos eles se utilizam, de alguma maneira, dos recursos da biodiversidade como negócio ou subsistência. “O açaí, por exemplo, consumido abundantemente no Brasil e exportado para vários países do mundo, é um produto da nossa biodiversidade, como também são os óleos essenciais da Amazônia, o cacau, as castanhas brasileiras, o pinhão, a erva-mate e outros”, conta Schwanke.

Laura Antoniazzi aponta que existem muitos setores dentro da bioeconomia, e grande parte deles está relacionado à agricultura, florestas ou agroextrativismo em diferentes vegetações e regiões. “Porém, bioeconomia também abrange biotecnologia, biofábricas de fungos e bactérias, tratamento de resíduos, design e construção com mimetismo, e muitos outros que não são ligados diretamente a usos da terra”, diz. Afirma ela que todas as indústrias e negócios de base biológica podem ser consideradas bioeconomia. “Dentro da bioeconomia ligada ao agro e vegetação nativa, eu destacaria frutos e castanhas nativas, como açaí e castanha-do-Brasil na Amazônia. No entanto, ainda se agrega pouco valor a esses produtos e o potencial é enorme”, avalia.

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