Temperaturas altas e quedas de energia provocaram morte de animais nas últimas semanas afetando produtores de aves e leite
Calor excessivo causa morte de aves e prejudica produtores

As temperaturas excederam os 42º C na granja de ovos de Eládio Blau, 43, em Linha Cairu, interior de Travesseiro. O calor excessivo provocou a morte de aproximadamente 500 aves no último final de semana afetando a produção e comprometeu o lote que tinha aproximadamente 57 semanas de vida.
De acordo com o produtor, nem mesmo a tecnologia do aviário que possui ventiladores automáticos e nebulizadores usados para amenizar a temperatura interna foi suficiente.
Blau já havia registrado perdas na semana passada quando aproximadamente 400 aves tiveram que ser enterradas na propriedade. “Esse foi o primeiro ano que passamos por isso. O calor causa mal estar no animal que acaba tento uma digestão insuficiente e mais estresse calórico, ocasionando a morte”, explica o produtor. O prejuízo estimado é de R$ 50 mil já que as aves não podem ser recolocadas.
Atualmente seis galpões integram a granja de Blau. Ao todo são mais de 55 mil aves alojadas. Além do prejuízo financeiro, o calor provoca o aumento nos custos da produção. Com maior necessidade de água o consumo que no inverno é de 30 mil litros dia, hoje é de 60 mil litros, já o custo com a energia elétrica que em dezembro de 2020 foi de R$ 8 mil, hoje ultrapassa os R$ 18 mil.
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Além da propriedade de Eládio Blau em Linha Cairu, outros prejuízos foram constatados na área central no empreendimento de Leandro Hofle, onde a queda de energia causou o desligamento da climatização do aviário causando a morte de aproximadamente 8 mil aves.
Prejuízo
Conforme o relatório divulgado pelo escritório local da Emater, praticamente todas as propriedades com atividades ligadas avicultura registraram perdas. Atualmente a temperatura considerada ideal para criação varia de 26ºC e 30ºC enquanto no final de semana temperatura alcançou a casa dos 40ºC. Já no setor leiteiro estima-se que 3 mil litros foram perdidos devido a má refrigeração.
De acordo com o extensionista e técnico agrícola Carlos Dexheimer, aproximadamente 10 mil aves foram mortas. Além do calor excessivo, contribuíram para o fato a falta de água em algumas propriedades e sequências de queda na energia elétrica. “Praticamente todos os produtores estão convivendo com a morte de animais, alguns em grande e outros em menores escalas”, explica.
O calor e a falta de chuva também tem afetado a cultura do milho e soja, culturas que estão com o plantio atrasado. No município aproximadamente 260 produtores estão ligados a atividade. “A escassezes de água e o calor estão preocupado. Muitos dos nossos reservatórios estão vazios e a chuva dos últimos dias é insuficiente”, destaca o secretário da Agricultura Ildo Rodrigues Godoy. Segundo levantamento da Emater e da Secretaria da Agricultura as perdas nas culturas de milho, silagem, soja, leite, aves e hortifrutigranjeiros ultrapassa os R$ 11 milhões. O município decretou situação de emergência no dia 14 de janeiro e agora aguarda a homologação pelo do Governo do Estado e Governo Federal.





















