Com foco em um público de maior renda, principalmente em grandes centros consumidores, carnes como a de pato, codorna, galinha d’angola e cortes premium de caprinos e ovinos vem ganhando maior espaço.
Um mundo nascido das proteínas gourmet: está disponível a edição 1315 da Avicultura Industrial

O cenário de proteínas de origem animal vem se transformando, com o país buscando criar uma maior diversidade, principalmente no mercado externo. Com foco em um público de maior renda, principalmente em grandes centros consumidores, carnes como a de pato, codorna, galinha d’angola e cortes premium de caprinos e ovinos vem ganhando maior espaço.
Criações como a de suínos e de frangos ganham versões orgânicas e caipiras, hoje agregadas de alta tecnologia em produção. O mesmo pode ser dito dos ovos, que tem caminhado na busca por marcas e maior valor agregado.
No contexto internacional, ações promocionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Apex-Brasil, criaram recentemente a marca Brazilian Duck, visando exatamente expandir as exportações brasileiras de pato.
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A Villa Germania, única do país a exportar essa proteína, tem investido forte para diversificar seus países de destino, hoje concentrados basicamente no Oriente Médio. Uma das opções é o mercado da União Europeia, que vem sendo trabalhado para possíveis vendas futuras.
A XWR Investimentos, controladora da Villa Germania, adquiriu recentemente a Good Alimentos, principal produtora de codornas do país. O objetivo é investir e habilitar sua planta industrial para exportação, o que aumentaria toda a atual estrutura de produção e processamento da carne.
Em termos de ovos, a Raiar está investindo R$ 200 milhões na estrutura de uma granja em Avaré, no interior de São Paulo, cuja capacidade será para 700 mil aves alojadas.
O foco é a produção de ovos orgânicos, estabelecendo formas de apresentar os diferencias desse produto e o popularizar junto a uma camada maior de consumidores.
O Estado de São Paulo também aprovou neste início de ano a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Peapo), criando bases para adoção de políticas públicas nessa área.
Todo esse movimento parece indicar uma mudança nos hábitos de consumo. Tudo ainda é inicial, com atendimento a diferentes níveis socioeconômicos de público, mas agregam questões comuns como sustentabilidade, bem-estar animal, produção livre de antibióticos e outras.
É um movimento mais forte no cenário internacional, mas que irá alterar profundamente o consumo doméstico aqui do país em um futuro não tão distante.
Uma boa leitura!





















