Uma vacina foi desenvolvida na Ilha das Pedras Brancas, no rio Guaíba, facilitando o trabalho com animais infectados e reduzindo a possibilidade de escape do vírus, responsável por enormes prejuízos à suinocultura brasileira desde o final dos anos 1940
A Peste Suína Clássica e o IPVDF

O Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) foi uma Instituição em que a busca pelo conhecimento na área da Medicina Veterinária norteou sempre aqueles profissionais que eram selecionados e treinados, especializados e lá trabalharam. Pretende-se neste relato, registrar um fragmento da história das realizações do IPVDF, especificamente no diagnóstico de doenças em suínos, com ênfase na contribuição do Instituto para a erradicação da Peste Suína, no período de 1972 a 1996.
Peste Suína Clássica
Embora o IPVDF, no início das atividades, tinha a função de colaborar no controle da Febre Aftosa, no decorrer de sua trajetória trouxe soluções para controle de diversas outras doenças e foi se constituindo no órgão de apoio laboratorial indispensável à saúde animal no Rio Grande do Sul.
Leia também no Agrimídia:
- •Rebanho suíno no Brasil avança e pode chegar a 53 milhões de cabeças até 2030
- •Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Sanidade e comércio: acordo Reino Unido-UE acende alerta para biossegurança na suinocultura na europa
- •Suinocultura: raças nativas do Reino Unido seguem sob risco e acendem alerta para conservação genética
Ainda antes da instalação definitiva do IPVDF em Guaíba, ocorreu em 1947 uma grave epizootia de Peste Suína Clássica (PSC), atingindo 30 mil pequenas propriedades e matando metade da população suína do Rio Grande do Sul. O Serviço de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, com o auxílio do Instituto organizou a primeira campanha contra uma doença infecciosa realizada no Estado, o controle e erradicação da Peste Suína.
Sendo uma doença contagiosa de rápida disseminação, foi decidido trabalhar em um local isolado. A partir de 1951, quando os laboratórios já existiam na sede atual, decidiu-se pela tentativa de produção de vacina, mas em outro local, sendo escolhida a “Ilha das Pedras Brancas”, situada em meio ao Rio Guaíba, entre Porto Alegre e a cidade de Guaíba. O trabalho com animais infectados na ilha diminuía as possibilidades de escape do vírus do laboratório. Entre os anos 1951 e 1954 a ilha foi utilizada pelo IPVDF na produção de vacina contra a peste suína, denominada “Vacina Cristal Violeta”.
Confira a matéria completa na edição 304 da revista Suinocultura Industrial





















