Segundo o adido, o surto de peste suína africana na China em 2018, surtos recentes de influenza aviária na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e América do Norte e o conflito na Ucrânia resultaram em escassez de proteína animal em vários mercados.
Exportações de frango do Brasil devem aumentar 9% em 2022, segundo adido do USDA

As exportações brasileiras de carne de frango devem somar 4,6 milhões de toneladas em 2022, um aumento de 9% ante a estimativa para 2021, de 4,225 milhões de toneladas, disse em relatório o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília.
Segundo o adido, o surto de peste suína africana na China em 2018, surtos recentes de influenza aviária na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e América do Norte e o conflito na Ucrânia resultaram em escassez de proteína animal em vários mercados. Como o Brasil não foi diretamente afetado por essas crises, isso elevou a demanda e oportunidades para as carnes brasileiras, disse o adido, acrescentando que o câmbio favorável aumentou a vantagem do Brasil na exportação de commodities.
Quanto à produção, o USDA prevê aumento de 2% em 2022, para um recorde de 14,85 milhões de toneladas. A projeção, disse o adido, é baseada na forte demanda externa, apesar da expectativa de redução do consumo doméstico. “O mercado brasileiro acredita que em 2022 os produtores do País continuarão se beneficiando da demanda global robusta, que foi reforçada por uma diminuição da oferta global”, afirmou o adido.
Leia também no Agrimídia:
- •Governo e setor dizem que exportações seguem até setembro e reforçam adequação às exigências da União Europeia
- •União Europeia retira Brasil de lista de exportação de produtos de origem animal
- •Pará confirma caso isolado de gripe aviária no Marajó
- •Estudo aponta diferentes origens da Salmonella em frangos de corte
O USDA estima que o consumo doméstico vá diminuir levemente em 2022, para 10,255 milhões de toneladas. Segundo o adido, essa pequena redução deve refletir a menor oferta doméstica por causa do aumento das exportações. Além disso, os consumidores brasileiros reduziram suas compras por causa das condições econômicas desfavoráveis, disse o adido.























