Fazendas de salmão na Noruega adotam cardápio vegetariano

Na piscicultura Oksebasen, localizada na região oeste da Noruega, câmeras subaquáticas monitoram salmões em gaiolas submersas. Quando detectam fome, funcionários a 100 km de distância ativam alimentadores automáticos, liberando pellets de ração especial.
Esses grânulos contêm ingredientes como materiais vegetais, óleo, farinha de peixe, além de vitaminas e minerais para garantir a cor característica da carne de salmão. O objetivo é reduzir a dependência de ingredientes marinhos na alimentação dos peixes, tornando-a mais sustentável.
A utilização de peixe selvagem na ração dos salmões diminuiu, mas organizações ambientalistas alertam para os impactos negativos da pesca excessiva nesses ecossistemas. Embora a indústria piscícola norueguesa tenha concordado em utilizar soja sustentável, o uso crescente de ingredientes vegetais não está isento de desafios, como a distinção cada vez maior entre o salmão de viveiro e o selvagem.
Leia também no Agrimídia:
- •Plano decenal e novo ministro abrem janela para avanços na piscicultura
- •Comissão da Câmara aprova projetos para restringir importação e incentivar produção de tilápia
- •Ministro destaca potencial do Maranhão durante agenda voltada à inovação e ao setor pesqueiro
- •Paraná lidera produção de tilápia no Brasil e mantém ritmo de crescimento
- Siga a Avesui nas redes sociais: Facebook | LinkedIn | Instagram
Para reduzir sua pegada ambiental, as pisciculturas estão buscando alternativas, como o aproveitamento de resíduos alimentares humanos ou o uso de recursos marinhos pouco explorados. Uma dessas alternativas é o estudo da mosca-soldado-negra, cujas larvas podem se tornar uma fonte proteica sustentável, apesar de ser uma solução mais custosa.
Embora promissoras, essas alternativas ainda não são amplamente adotadas pelos piscicultores, cujo maior custo está na alimentação dos peixes.
Fonte: France24.























