Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Estudo

Tecnologia da Embrapa reduz custo de ração na produção de tilápias e aumenta eficiência no Tocantins

Tabela alimentar inédita para tanques-rede mantém desempenho dos peixes e pode ampliar competitividade da produção no estado

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Tecnologia da Embrapa reduz custo de ração na produção de tilápias e aumenta eficiência no Tocantins

A Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO), desenvolveu uma tecnologia que pode reduzir em até 7% o custo de alimentação na produção de tilápias em tanques-rede, principal sistema utilizado na piscicultura tocantinense. O resultado está detalhado em um novo Comunicado Técnico, disponibilizado gratuitamente, que valida uma tabela de alimentação específica para a tilápia-do-nilo nas condições ambientais do estado. O lançamento oficial ocorrerá durante um evento no Tocantins, nesta quinta-feira (14), dentro da VII Reunião Técnica sobre produção de peixes em tanques-rede, no Pavilhão da Pesca e Aquicultura.

Segundo a pesquisadora Ana Paula Oeda, responsável pelo estudo, a tecnologia representa um avanço inédito para a região. “É uma tecnologia que valida, pela primeira vez para as condições do Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a engorda da tilápia em tanques-rede. Até então, os produtores utilizavam tabelas desenvolvidas para outras regiões, como os reservatórios de Serra da Mesa e Cana Brava, em Goiás”, explica.

Os testes demonstraram que é possível reduzir em 10% a quantidade de ração fornecida sem comprometer indicadores zootécnicos, como crescimento, sobrevivência e rendimento de carcaça. Como a ração pode representar até 80% dos custos de produção, a otimização do manejo alimentar contribui diretamente para aumentar a rentabilidade, além de reduzir impactos ambientais associados ao uso excessivo de insumos. A iniciativa também fortalece a cadeia produtiva da tilápia no estado ao oferecer orientações práticas sobre boas práticas de alimentação.

Apesar dos resultados positivos, a pesquisadora destaca que a aplicação da tabela deve considerar as particularidades de cada região. “A tecnologia pode ser aplicada em regiões com condições ambientais e sistemas produtivos semelhantes aos do Tocantins. No entanto, recomenda-se que a tabela seja ajustada e validada localmente, pois fatores como qualidade da água, manejo e densidade de estocagem podem influenciar o consumo e utilização da ração e o crescimento dos peixes”, ressalta.

A pesquisa foi conduzida no reservatório de Lajeado, onde os pesquisadores testaram uma adaptação da tabela tradicional utilizada na região de Serra da Mesa. Foram comparados dois manejos: o convencional e outro com redução de 10% na taxa de alimentação semanal. Os resultados mostraram que o desempenho dos peixes foi mantido, inclusive na conversão alimentar, enquanto o custo de produção foi reduzido. Um peixe que teria custo estimado de R$ 7,00 por quilo pode passar a custar R$ 6,51 com o novo protocolo.

A tabela validada traz recomendações semanais para peixes entre 190 gramas e mais de 1 quilo, incluindo número de refeições diárias, fixado em quatro, taxa de alimentação com base na biomassa, teor de proteína da ração em 32% e granulometria dos pellets, que varia de 4 a 8 milímetros conforme o crescimento. O material também apresenta exemplos práticos de cálculo da quantidade diária de ração, facilitando a adoção do modelo pelos produtores.

Nos experimentos conduzidos pela Embrapa, os peixes evoluíram de 210 gramas para 936 gramas em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e taxa de sobrevivência de 97%, indicadores que reforçam a confiabilidade técnica da proposta. Ainda assim, Oeda destaca que a adoção da tabela deve ser acompanhada de boas práticas de manejo, como evitar sobras de ração nos tanques-rede, utilizar comedouros, estabelecer horários regulares de alimentação, realizar biometrias periódicas e garantir o armazenamento adequado da ração.

Mesmo com produção ainda modesta, de cerca de 700 toneladas de tilápia em 2024 — reflexo da regulamentação recente da atividade — o Tocantins apresenta elevado potencial de crescimento, com capacidade estimada em até 290 mil toneladas anuais. Nesse contexto, a validação de uma tabela alimentar regionalizada surge como ferramenta estratégica para reduzir custos, aumentar a eficiência produtiva e ampliar a competitividade da piscicultura local.

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