Agronegócio apresenta plano de marketing. Todos os segmentos da cadeia se articulam, de acordo com Roberto Rodrigues.
Marketing agrícola
Entidades e empresas ligadas ao agronegócio anunciaram ontem, em São Paulo, um projeto que promete tirar do papel uma demanda antiga e recorrente no setor: uma estratégia de comunicação com o objetivo de melhorar a imagem da produção agropecuária no Brasil. Batizado de “Movimento Sou Agro”, o plano prevê uma ofensiva publicitária “sem precedentes” e que já consumiu R$ 13 milhões – arrecadados junto a empresas como Bunge, Cargill e entidades patronais, como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, articulador do movimento, disse que projetos semelhantes são realizados na Europa e nos EUA há décadas e que o Brasil ficou para trás. “Lancei esta ideia há quase 20 anos, mas as empresas nunca se interessaram em financiá-la. Houve um amadurecimento. É a primeira vez que todos os segmentos da cadeia se articulam em uma campanha única”.
“Queremos sensibilizar 70 milhões de brasileiros nos próximos três meses e criar um vínculo emocional entre os públicos urbano e rural”, afirma Adalgiso Telles, diretor corporativo da Bunge e um dos coordenadores do projeto. Desde ontem começaram a ser veiculados nas emissoras de TV e rádio inserções protagonizadas pelo atores globais Lima Duarte e Giovanna Antonelli, que exaltam o agronegócio. Também serão veiculados anúncios em jornais, revistas, painéis e monitores em aeroportos.
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Embora a preocupação seja defender o setor contra o que os organizadores do movimento classificam como “série de inverdades”, em temas como Código Florestal, pauta de exportações e compra de terras por estrangeiros, a campanha na grande mídia não deve tocar nesses temas. Este trabalho ficará com a “Rede Agro”, um think tank criado com o objetivo de divulgar pesquisas e rebater críticas ao setor veiculadas na imprensa.






















