Para Pedro de Camargo Neto, “experiência do embaixador pode fortalecer a organição”.
Ex-presidente da Abipecs aprova eleição de Azevêdo

A eleição do brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) foi saudada por Pedro de Camargo Neto, um dos mentores dos processos vitoriosos movidos pelo Brasil na Organização contra subsídios norte-americanos e europeus para produtores de algodão e açúcar, respectivamente.
Para ele, o líder brasileiro pode beneficiar o país e a entidade. “Você tendo uma organização do comércio forte, só ajuda. Então nós esperamos que a experiência dele ajude a fortalecer a OMC”, disse.
Camargo Neto, que deixou o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) há pouco mais de um mês, disse que o embaixador “sempre se mostrou competente. Espero que ele utilize o conhecimento para colocar essa rodada comercial para funcionar”.
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Vencedor da disputa no órgão que estabelece acordos comerciais em nível global, Azevêdo teve o apoio dos principais países em desenvolvimento, como o bloco formado pelos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e países de língua portuguesa, além de várias nações da América Latina, Ásia e África.
O ex-presidente da Abipecs disse que a nova liderança sairia de um país em desenvolvimento como consequência do rodízio de lideranças em diferentes regiões geográficas na Organização. “Mesmo no começo era para ser um candidato de um país da América Latina ou da Ásia. Por isso que não teve candidato europeu ou americano. Não era pra ter mesmo”, disse.
Roberto Carvalho Azevêdo, que na etapa final da disputa derrotou o candidato mexicano Herminio Blanco, assumirá a direção da OMC em 31 de agosto, quando termina o mandato do atual diretor, o francês Pascal Lamy.





















