Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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“O passado sustentável da avicultura brasileira” na Avicultura Industrial de Outubro

Explore o passado sustentável da avicultura brasileira na Avicultura Industrial de Outubro e sua busca por alternativas ecológicas

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“O passado sustentável da avicultura brasileira” na Avicultura Industrial de Outubro

Em agosto de 1987, a edição nº 932 da revista Avicultura Industrial trazia à tona um tema que, décadas depois, se tornaria central para o setor produtivo: a busca por alternativas sustentáveis na avicultura. Em um período em que o foco principal era a expansão da produção e o aumento da eficiência zootécnica, a publicação surpreendeu ao destacar soluções simples, acessíveis e ecologicamente responsáveis para o manejo das aves.

A reportagem principal abordava o uso da casca de vagem de feijão como material alternativo para a cama de frangos de corte — uma proposta inovadora para a época, que unia baixo custo e viabilidade técnica. O estudo, citado na edição, demonstrava que o subproduto agrícola apresentava características ideais para uso nas granjas: boa absorção de umidade, ventilação adequada e retenção de calor, fatores essenciais para o conforto e o desempenho das aves.

Além do aspecto técnico, a revista enfatizava o potencial sustentável da alternativa. O uso da casca de feijão, abundante em regiões produtoras, representava uma forma de reaproveitar resíduos agrícolas e reduzir a dependência da maravalha, cuja obtenção pressionava recursos florestais. A proposta refletia uma preocupação ambiental que, à época, ainda engatinhava no setor, mas que já revelava a visão de longo prazo dos pesquisadores e produtores.

A matéria também alertava sobre os desafios: a necessidade de controle sanitário rigoroso, o manejo adequado da cama e a importância de estudos complementares para evitar contaminações por fungos ou resíduos químicos. Esse equilíbrio entre inovação e responsabilidade técnica marcava o tom da publicação, que buscava difundir conhecimento científico com aplicação prática no campo.

A edição 932 ainda reunia outros conteúdos relevantes para a avicultura do período, incluindo análises sobre o custo de produção, manejo ambiental, nutrição e a busca constante por eficiência nas granjas. Em meio ao contexto de modernização das agroindústrias e de fortalecimento da avicultura brasileira como potência mundial, a revista reafirmava seu papel como fonte de informação técnica e de debate sobre o futuro do setor.

Quase quatro décadas depois, essa edição permanece atual. Em um tempo em que o tema da sustentabilidade domina o debate global, revisitar as páginas de 1987 mostra que a avicultura brasileira já se antecipava a esse movimento, apostando em soluções criativas, regionais e ambientalmente conscientes. O que hoje chamamos de “economia circular” e “produção sustentável” já estava sendo pensado por técnicos e produtores visionários de uma geração que abriu caminho para o modelo de produção que temos hoje.

A revista Avicultura Industrial, com mais de dez décadas de história, continua registrando essa trajetória — conectando passado, presente e futuro de um setor que segue em constante evolução, sempre em busca de equilíbrio entre produtividade, inovação e sustentabilidade.

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