Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Política Internacional

Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

Entenda como o adiamento do acordo Mercosul-UE para 2026 frustra expectativas e impacta a agricultura no Brasil

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Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

A assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista para ocorrer na cúpula de Foz do Iguaçu, foi adiada para o início de 2026. A decisão decorre da falta de consenso entre os países europeus, com a Itália solicitando mais tempo para análise e a França mantendo forte oposição, apoiada por protestos de agricultores.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou sua viagem ao Brasil, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, projetou a finalização apenas para o próximo ano, visando construir uma “maioria qualificada” no bloco.

O adiamento gerou apreensão na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da entidade, alerta que o cenário é “nebuloso” e teme que o atraso abra espaço para desequilíbrios no texto original de 2019.

A preocupação central é a imposição de medidas unilaterais, como a Lei Antidesmatamento (EUDR) e novas cláusulas de salvaguarda, que poderiam barrar produtos brasileiros (carnes e açúcar) sob a justificativa de reciprocidade ambiental, sem que isso esteja explícito no acordo comercial.

Enquanto o governo brasileiro tenta manter o diálogo — com o ministro Fernando Haddad reforçando o peso geopolítico do tratado e o ministro Carlos Fávaro disposto a negociar salvaguardas —, a divisão na Europa se aprofunda.

De um lado, a Alemanha e a indústria automobilística pressionam pela abertura de mercado; do outro, França, Itália e Polônia bloqueiam o avanço para proteger seus produtores rurais. Para a CNA, o pior cenário seria a reabertura completa do texto, o que poderia inviabilizar os ganhos de acesso ao mercado europeu.

Referência: Agro Estadão

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