Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Política Internacional

Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

Entenda como o adiamento do acordo Mercosul-UE para 2026 frustra expectativas e impacta a agricultura no Brasil

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Adiamento do acordo Mercosul-UE frustra expectativa para 2025 e liga alerta no agro brasileiro

A assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista para ocorrer na cúpula de Foz do Iguaçu, foi adiada para o início de 2026. A decisão decorre da falta de consenso entre os países europeus, com a Itália solicitando mais tempo para análise e a França mantendo forte oposição, apoiada por protestos de agricultores.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou sua viagem ao Brasil, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, projetou a finalização apenas para o próximo ano, visando construir uma “maioria qualificada” no bloco.

O adiamento gerou apreensão na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da entidade, alerta que o cenário é “nebuloso” e teme que o atraso abra espaço para desequilíbrios no texto original de 2019.

A preocupação central é a imposição de medidas unilaterais, como a Lei Antidesmatamento (EUDR) e novas cláusulas de salvaguarda, que poderiam barrar produtos brasileiros (carnes e açúcar) sob a justificativa de reciprocidade ambiental, sem que isso esteja explícito no acordo comercial.

Enquanto o governo brasileiro tenta manter o diálogo — com o ministro Fernando Haddad reforçando o peso geopolítico do tratado e o ministro Carlos Fávaro disposto a negociar salvaguardas —, a divisão na Europa se aprofunda.

De um lado, a Alemanha e a indústria automobilística pressionam pela abertura de mercado; do outro, França, Itália e Polônia bloqueiam o avanço para proteger seus produtores rurais. Para a CNA, o pior cenário seria a reabertura completa do texto, o que poderia inviabilizar os ganhos de acesso ao mercado europeu.

Referência: Agro Estadão

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