Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Sanidade

Influenza Aviária: Surtos superam temporada anterior e vírus evolui para novos nichos ecológicos

Conheça a situação da Influenza Aviária e como a evolução do vírus tem afetado regiões e economias ao redor do mundo

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Influenza Aviária: Surtos superam temporada anterior e vírus evolui para novos nichos ecológicos

A atual temporada de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) apresenta um cenário complexo para a cadeia produtiva global. Apesar de governos e produtores estarem tecnicamente mais equipados para lidar com a crise, os dados mostram que o número de surtos registrados desde outubro já supera o volume do mesmo período da temporada anterior. Especialistas reunidos em um webinar global sobre doenças transfronteiriças alertaram que, embora o pico de contágio possa ter ficado para trás no hemisfério norte neste ano, o panorama geral “está longe de ser tranquilizador”.

O perfil epidemiológico da doença revela contrastes regionais importantes e novos perigos biológicos. Enquanto a Europa lidera em número absoluto de focos, as Américas sofrem o maior impacto econômico devido à mortalidade massiva em plantéis comerciais. A Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) reforçou a preocupação com a transmissão para animais de estimação, recomendando rigor para evitar que cães e gatos tenham contato com aves mortas ou ração crua contaminada.

Diante da persistência do vírus, a mentalidade estratégica do setor produtivo está passando por uma transformação profunda. Na América Latina, medidas de biosseguridade antes vistas apenas como “custos operacionais” agora são tratadas como investimentos indispensáveis para a sobrevivência do negócio. Paralelamente, no Japão, onde a doença deixou de ser esporádica para se tornar um evento anual recorrente desde 2020, o governo instituiu grupos de trabalho para debater abertamente a implementação da vacinação como ferramenta de controle oficial.

O maior desafio para o futuro, contudo, reside na capacidade evolutiva do H5N1. O Instituto Pasteur, do Camboja, destacou que o vírus está ocupando nichos ecológicos inéditos, circulando não apenas entre aves domésticas e selvagens, mas adaptando-se cada vez mais a mamíferos terrestres e marinhos. Essa diversidade de genótipos em diferentes regiões mantém a ameaça ativa e imprevisível. A FAO encerrou as discussões com um aviso claro: a vigilância global precisa ser contínua e integrada, pois a “nova normalidade” da gripe aviária exige adaptação constante das defesas sanitárias.

Referência: Watt Poultry

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