Ritmo mais lento na colheita e produtores retraídos seguraram a oferta e sustentaram os preços do cereal no mercado interno
Milho fecha julho com alta de 3%

Apesar da entrada da segunda safra no mercado, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa encerrou o mês de julho acumulando valorização. O braço de ferro entre produtores — de olho nas cotações internacionais — e compradores — apostando na queda do grão com o avanço da colheita — manteve as negociações em ritmo lento e focado em necessidades pontuais.
ESTA SEMANA (03/08): Estabilidade no encerramento de julho e acumulado positivo
O FATO DA SEMANA: O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registrou pouca variação nos últimos dias do mês, mas fechou o acumulado de julho com alta de quase 3%.
Compradores na defensiva: Indústrias e compradores mantêm-se retraídos, monitorando os trabalhos de campo para avaliar quando o volume colhido irá pressionar as cotações para baixo.
Negócios pontuais: As fechamentos tanto no mercado disponível (spot) quanto para entrega futura seguem limitados, ocorrendo apenas para suprir necessidades imediatas de consumo ou liberar espaço de armazenagem/fazer caixa por parte dos vendedores.
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SEMANA PASSADA (27/07): Vendedores seguram grão e impulsionam altas
Na semana anterior, o ritmo da colheita e a postura dos produtores ditaram a valorização do grão no país:
Ritmo abaixo da média: A área colhida na média nacional registrou velocidade inferior à observada em temporadas passadas.
De olho no exterior: Os agricultores se afastaram do mercado balizados pela alta nas cotações internacionais, projetando melhora na paridade de exportação.
Consumo de estoques: Do lado comprador, a estratégia foi queimar os estoques próprios e adiar novas aquisições, prevendo um aperto no espaço dos silos com a intensificação do transbordo da safra.
Comparativo Direto: A Evolução do Mercado em Julho
| Indicador / Foco | Semana Passada (27/07) | ESTA SEMANA (03/08) — DESTAQUE |
| Comportamento dos Preços | Altas em grande parte das praças acompanhadas | Estabilidade na ponta final, garantindo alta de 3% no mês |
| Ritmo da Colheita | Mais lento em comparação a temporadas anteriores | Avançando e aumentando gradualmente a disponibilidade |
| Postura dos Vendedores | Retraídos, atentos às valorizações externas | Atentos ao campo; vendendo pontualmente por caixa ou espaço nos armazéns |
| Postura dos Compradores | Queimando estoques próprios para forçar baixas | Retraídos, aguardando pico de oferta para voltar às compras |
Resumo do Cenário
A entrada da safrinha ainda não produziu a queda acentuada nos preços esperada pelos compradores. Com a colheita em ritmo mais cadenciado e produtores retendo os lotes ao longo do mês, o milho ganhou fôlego em julho. A expectativa para agosto é de maior pressão sobre as cotações à medida que o volume colhido aumente o gargalo nos armazéns do país.
Da Redação, com informações do Cepea























