Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 132,58 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 140,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,61 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,28 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,26 / cx
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,31 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 140,59 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.375,69 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 146,98 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 135,03 / cx
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O promissor mercado de ovos

Com produção ainda tímida, entidades avícola percebem nova oportunidade. Leia artigo do presidente da UBA.

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O promissor mercado de ovos

Quando o assunto é frango, imediatamente vem à mente a supremacia consolidada do mercado brasileiro, uma vez que ocupamos uma posição de destaque no ranking global de produção e detemos a liderança das exportações mundiais. Sem dúvida alguma que isso é fruto de um trabalho em conjunto entre os órgãos governamentais, entidades de classe, empresas e também os produtores.

No entanto, esta superioridade não ocorre na mesma proporção com o segmento de ovos. Atualmente, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking dos maiores produtores e a quantidade de países que compram o ovo brasileiro ainda é tímida. O mesmo ocorre com o consumo per capta do produto, que no Brasil está muito aquém de países que lideram o topo do consumo.

Para 2009, a previsão é que a produção nacional de ovos feche com um déficit de apenas 1,22%, ou seja, ficando praticamente estável em relação ao número registrado em 2008. Diante do cenário de crise que enfrentamos, este resultado não chega a ser negativo. Em contrapartida, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, no acumulado de 2009 o volume exportado de ovos teve um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior.

Diante desses fatos e números, resta-nos apenas uma conclusão: há muito espaço, oportunidade e condições para fortalecer o segmento brasileiro de postura. E o mais importante é que muitos dos fatores que impactarão positivamente no mercado de frango também podem ser aproveitados pelo setor de ovos.

Questões como clima estável, mão de obra barata, bom espaço territorial e grande disponibilidade de insumos de qualidade e a preços baixos são elementos preponderantes para alavancar este setor. Sem contar os quesitos econômicos, como o aumento do salário mínimo e demais programas de aumento de renda das classes menos favorecidas.

Ou seja, temos numa mão um alimento barato e extremamente nutritivo e, na outra, todos os fatores necessários para expandirmos o mercado nacional de postura. Basta os setores públicos e privados estarem atentos às oportunidades e aos potenciais deste setor. Ações para fomentar este segmento devem ser promovidas com mais intensidade. São diversas frentes de trabalho, que vão desde o incentivo e a capitalização do produtor até a abertura de novos mercados.

No entanto, fica aqui um velho apelo. De nada adianta as empresas e entidades de classe estarem dispostas a fortalecer este mercado se o Governo não conceder a sua devida parcela de contribuição. Facilidade no acesso à créditos e financiamentos e promoção do ovo brasileiro no mercado externo são iniciativas muito necessárias e bem-vindas.

Basta repetir os passos percorridos pelas carnes de frango e bovina. No fim das contas, será mais um setor proporcionando grandes receitas para o País.

Ariel Mendes, presidente da UBA

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