Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,72 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,71 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.578,12 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.493,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
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Sustentabilidade

Setor de ovos acelera agenda sustentável para responder às novas demandas dos consumidores

Entenda como a valorização dos ovos está moldando a produção alimentar no Brasil com práticas mais sustentáveis e éticas

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Setor de ovos acelera agenda sustentável para responder às novas demandas dos consumidores

Com alta densidade nutricional e reconhecida versatilidade, o ovo se consolidou como um dos alimentos mais consumidos no país. A valorização crescente do produto se reflete nos dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): em 2025, a produção nacional deve atingir 59 bilhões de unidades, 2,4% a mais que no ano anterior. As exportações têm projeção de crescimento de 62%, chegando a 30 mil toneladas, e o consumo per capita está estimado em 272 unidades por habitante ao ano.

Esse avanço impõe novas responsabilidades à cadeia produtiva, que investe em práticas sustentáveis para acompanhar as demandas de consumidores cada vez mais atentos à origem e aos impactos ambientais e socioeconômicos da produção de alimentos. Práticas mais éticas e eficientes têm ganhado espaço. A criação de galinhas livres de gaiolas (cage-free), por exemplo, é uma das tendências mais consolidadas. De acordo com o relatório EggLab 2024, divulgado pelo Fórum Animal, 16 empresas brasileiras já operam com 100% de ovos desse tipo, enquanto outras 13 estão em processo de transição.

Também se destacam ações voltadas à redução de emissões, como o uso de biogás obtido a partir dos dejetos das aves, a incorporação de energia solar e a logística mais eficiente. A seleção genética mais produtiva, com aves que chegam a produzir ovos por até 100 semanas, melhora o rendimento e reduz a necessidade de recursos.

“A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um pré-requisito para manter a competitividade. As empresas que operam nesse setor precisam estar preparadas para atender um consumidor mais exigente e um mercado com novas prioridades, que valoriza, por exemplo, o bem-estar animal, o uso de fontes de energia limpa e a rastreabilidade dos produtos”, afirma Valeska Ciré, country manager da International Fresh Produce Association (IFPA) no Brasil, que promoverá a 9ª edição da The Brazil Conference & Expo, evento de negócios da América Latina para o mercado de frutas, flores, legumes e ovos.

Segundo Valeska, atuar de forma antecipada, investindo em inovação e tecnologia, se tornou essencial. “Essa é uma agenda que exige atualização constante. Não se trata apenas de atender a demandas externas, mas de construir uma cadeia mais moderna, resiliente e conectada com o futuro dos alimentos, que é cada vez mais sustentável e transparente”, pontua.
 

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