Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Etanol

BNDES chancela viabilidade de usinas “flex” com cana e milho

“Uma cultura parece favorecer a outra”, disse Carlos Cavalcanti, do BNDES.

Compartilhar essa notícia
BNDES chancela viabilidade de usinas “flex” com cana e milho

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara o terreno para financiar projetos que busquem adaptar usinas sucroalcooleiras para que produzam etanol não apenas a partir da cana-de-açúcar, mas também do milho. A alternativa pode ser a solução para incrementar em até 2,7 bilhões de litros a produção de etanol no Centro-Oeste do país, e dar destinação à crescente colheita do grão na região.

Em evento realizado ontem na capital fluminense, o banco de fomento apresentou estudo que mostra que o montante de investimento necessário para adaptar uma usina de cana para operar também com milho é menor do que o volume de recursos demandado em um novo projeto. A análise mostrou ainda que agregar o grão como matéria-prima na usina de etanol ajuda a reduzir o custo fixo da planta.

O cálculo mostra que esse investimento pode variar de R$ 100 milhões a R$ 205 milhões. A expectativa da instituição financeira é que, em se tornando público, o estudo estimule produtores de etanol da região, principalmente aqueles de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a investirem na adaptação de suas unidades industriais.

Antes mesmo disso, alguns projetos já foram anunciados – alguns exclusivamente de etanol de milho. Conforme informações oficiais do governo de Goiás, foi assinado um protocolo de investimentos com a SJC Bioenergia, joint venture entre a americana Cargill e o grupo USJ para que a companhia amplie a produção da usina de cana usando como matéria-prima o milho. O governo de Mato Grosso do Sul também anunciou que as americanas Poet e BioUrja Trading vão investir para construir uma fábrica de etanol de milho em Chapadão do Sul.

Para o BNDES, a aposta em usinas flex (que usam cana e milho como matéria-prima) pode gerar ganhos de produtividade, uma vez que a produção de etanol a partir do milho ocorreria apenas no período de entressafra da cana, de novembro a março, quando as usinas sucroenergéticas ficam normalmente ociosas. O período coincide com a segunda safra de milho no Centro-Oeste. Mesmo que o período de safra não fosse concomitante, o milho é estocável.

“Uma cultura parece favorecer a outra, com diversificação de receitas, novos produtos e safra complementar. A cana tem mais capacidade energética, mas o milho aumenta capacidade de estocagem”, disse Carlos Eduardo Cavalcanti, chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES.

Em função do resultado dos estudos, o BNDES vai avaliar a proposta de as usinas flex receberem condições de financiamento iguais àquelas dadas às usinas de cana-de açúcar. “O BNDES acredita no potencial regional para a integração de milho e cana, e pode ter resposta rápida, porque a implementação desses investimentos não requer um ciclo agrícola longo, como ao da cana. Em até um ano e meio é possível aumentar a produção de etanol agregando o milho”, avaliou Arthur Milanez, gerente da área de biocombustíveis do BNDES.

Segundo o banco de fomento, o aumento potencial de produção com uso do milho – de pelo menos 2,7 bilhões de litros – equivale a 10% da produção nacional do biocombustível e evitaria a importação anual de cerca de 2 bilhões de litros de gasolina (US$ 1,5 bilhão ao ano). Isso considerando que com maior oferta de etanol, reduziria-se a necessidade pela gasolina.

“A dificuldade de escoamento da produção de milho seria minimizada. É interessante, entretanto, estimular o consumo do etanol no Centro-Oeste, para não transferir o problema do escoamento do milho para o escoamento de etanol”, disse Milanez.

Assuntos Relacionados
etanolmilho
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343